Uma direita maquiada de esquerda, no palanque virtual

Chega a ser aviltante perceber que as frentes que se formam contra o desgoverno recebam em seu tablado atapetado aqueles que golpearam a democracia outrora

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 Hoje a alegria me invadiu: e foi quando presenciei o diálogo entre o jornalista/ idealizador do Brasil 247 e o comentarista político Breno Altman. Está previsto para amanhã um palanque político partidário que contará com a presença de alguns representantes que erguerão de forma virtual a bandeira do antifascismo, mas será que realmente tais segmentos personificados representam a voz do povo? 

Segundo a análise de Breno, não existe um incremento forte no sentido de que o futuro ato/live ocupe o espaço de luta contra a política obscurantista do governo atual. Infelizmente, nem todas as pessoas são politizadas. Além da Codiv-19 que já matou mais de 50.000, a maioria da população vem padecendo de patologia crônica, que também mata vidas e sonhos: a alienação gadística.

 Chega a ser aviltante perceber que as frentes que se formam contra o desgoverno recebam em seu tablado atapetado aqueles que golpearam a democracia outrora. Fico mui triste, mas como citei no primeiro parágrafo: percebo que existem pessoas comprometidas com a verdade tanto quanto eu. E Leonardo Attuch e Breno Altman hoje mostraram isso. Como disse Valéria Guerra Reiter: “A esperança é a ponte da misericórdia”. O povo não aguenta mais carinhas alegres, loirinhas e burguesas falando da dor do “favelado e preto”, como se soubesse dela, o lugar de fala deve ser da identidade em questão.

  Nobres progressistas não se coloquem em favor do Senso Comum, no que este tem de medíocre para o povo; este povo domesticado por séculos de conformismo, em ser cidadão de última classe, abanando o rabo para falsos intelectuais que agora aprenderam a se maquiar de Esquerda; transpirarando liberalismo por todos os poros. Aliança é uma coisa, Conluio é outra.

 Lula da Silva é um brasileiro que sempre percorreu o caminho da neutralidade em favor da igualdade de direitos. E ao fundar (um partido) que carrega o termo TRABALHADOR em seu lema: desejou ver justiça social em uma colônia que nunca deixou de ser periferia para os colonizadores vorazes. Ele subirá neste palanque?

 Como é bom ver torcidas organizadas representando o povo, saindo às ruas com a missão do antifascismo. Eles não escalarão um jirau maquiado de Esquerda e nem estarão ancorados na retórica mascarada. Tais pessoas que são fadadas a viver sob o império da “prisão de fala”, com certeza não deverão enxergar no tal movimento de amanhã nenhum resquício do que realmente foi o Movimento das “Diretas já!” que ocorreu no ano de 1983 a 1984. 

 Eu não subiria neste palanque ao lado dos neoliberais que já marcaram presença. Os interesses do povo sofrido, com certeza, não entrarão em tal agenda: recheada de oportunismo. “Quem não tem cão, caça com gato” é um ditado popular que nem sempre se encaixa como referência ou analogia.

  O Brasil é gigante, e na peneira do autoritarismo: sobram poucos valores republicanos, porém se amontoam políticos partidários.

   #Leiabrazilevirebrasil

    #Brasiligualitário

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