Uma Flordelis para o capitão

Ao pensar em educação e saúde, lembro da PEC do teto de gastos, assinada por Michel Temer, quando o então deputado do baixo clero que hoje é presidente da república votou a favor. Essa PEC de 2016, foi criada para cortar e congelar o orçamento em educação e saúde pelos próximos 20 anos, com o objetivo de pagar a dívida pública

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Segundo a Constituição Federal, é dever do Estado garantir educação, saúde e segurança para os seus habitantes. Essas são as prioridades em qualquer pesquisa de opinião, principalmente quando realizadas próximas de eleições. 

Ao pensar em educação e saúde, lembro da PEC do teto de gastos, assinada por Michel Temer, quando o então deputado do baixo clero que hoje é presidente da república votou a favor. Essa PEC de 2016, foi criada para cortar e congelar o orçamento em educação e saúde pelos próximos 20 anos, com o objetivo de pagar a dívida pública. 

Eu não sou economista, mas dívida pública é o que o Estado deve interna e externamente, e é contraída para financiar déficit orçamentário, inclusive o refinanciamento da própria dívida, contratando um novo empréstimo para pagar o anterior.  

Essa fórmula é bem conhecida, é a usual estratégia de vender o almoço para comprar o jantar. Muitas famílias em dificuldades financeiras fazem isso. No caso do Estado brasileiro não creio que seja esse o motivo, é mais ou menos como receber a caução de um aluguel, gastar indevidamente e tapar o buraco com a caução de outro aluguel. 

Entendeu o que são pedaladas fiscais, Maria Flor? 

Passei a entender um pouco de economia no governo Lula, quando os hipócritas da burguesia liberal, da classe média Botox e o pobre de direita, criticavam o Bolsa Família, diziam que era uma escola de criar vagabundos. Teve madame, como Maitê Proença, que desceu a lenha no benefício, mesmo recebendo do Estado uma robusta pensão vitalícia deixada por seu pai. 

Aí Lula, diplomado na vida, intelectual orgânico, veio e explicou que o pobre não é despesa, é investimento. Simples assim: O dinheiro na conta do rico fica parado no banco, serve à especulação, mas dinheiro na mão do pobre movimenta a economia, fomenta o comércio, que estimula a indústria e que, consequentemente, gera emprego e, nesse círculo virtuoso, os recursos retornam aos cofres do Estado, que investe em universidades, moradias, hospitais e segurança pública.  

Bingo!!! 

Mas, pelo que parece, o governo federal, que tem em Paulo Guedes o seu homem no mercado, não está preocupado em movimentar a economia e nem aumentar os gastos com educação e saúde. O líder do governo no Congresso disse que a primeira pauta da nova gestão da presidência será a educação domiciliar, afastando os alunos dos professores comunistas e maconheiros, que educam as crianças a pensar de forma crítica o que vem a ser uma ameaça à ignorância e a permanência dessa gente no poder. 

Na cabeça desse povo, a educação tem que ser domiciliar e bíblica, a saúde também tem que ser domiciliar, à base de unguentos e pomadas. 

Estou na torcida para que a deputada Flordelis, ré pelo assassinato de seu marido, que assumiu a titularidade da Secretaria da Mulher, se apaixone perdidamente pelo capitão cloroquina. 

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