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Rodrigo Soares

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Uma nova agenda internacional para os pequenos negócios brasileiros

Nova política do Sebrae fortalece a internacionalização de micro e pequenas empresas em um cenário global mais competitivo, analisa o colunista Rodrigo Soares

Uma nova agenda internacional para os pequenos negócios brasileiros (Foto: Reprodução)
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O mundo mudou profundamente na última década. As cadeias globais de valor se reorganizaram, a transformação digital acelerou a integração entre mercados e temas como segurança alimentar, transição energética, inovação e sustentabilidade passaram a ocupar o centro das estratégias econômicas globais.

Aliado a isso, o Brasil se posiciona como um dos mercados mais promissores do mundo. Nos últimos meses, o país já contabiliza a abertura de mais de 500 novos mercados. Ao mesmo tempo, iniciativas como o Acordo Mercosul-União Europeia e os projetos de integração logística em direção ao Pacífico ampliam as perspectivas de acesso a novos mercados. Nesse cenário, é fundamental que os pequenos negócios estejam preparados para participar dos fluxos globais de comércio, inovação e investimentos.

Em 2025, cerca de quatro em cada dez empresas exportadoras do país já são pequenos negócios, além disso, essas empresas alcançaram R$ 93 milhões de negócios gerados em nossas ações de internacionalização.

É diante dessa realidade que o Sistema Sebrae atualiza sua Política de Atuação Internacional. Mais do que uma revisão normativa, trata-se de um reposicionamento estratégico que fortalece a capacidade da instituição de apoiar micro e pequenas empresas em um ambiente global cada vez mais conectado e competitivo.

O Sebrae já vem atuando neste apoio da internacionalização dos pequenos negócios. Em 2025, foram 64 missões internacionais em feiras e eventos internacionais. A nova política incorpora a internacionalização como parte orgânica do planejamento estratégico institucional. As ações passam a ser estruturadas por meio de um Plano Anual obrigatório, com metas definidas, orçamento previamente planejado e mecanismos de acompanhamento contínuo. Essa mudança fortalece a governança, promove maior eficiência na aplicação dos recursos e garante mais transparência na gestão das iniciativas internacionais.

Outro avanço importante é a criação de instrumentos mais robustos de gestão e segurança institucional. A política estabelece uma diferenciação clara entre acordos de cooperação técnica e contratos internacionais que envolvam recursos financeiros, além de prever validação jurídica obrigatória, padronização de procedimentos e consultas técnicas antes da formalização de compromissos internacionais. Essas medidas reduzem riscos, fortalecem a governança e asseguram maior alinhamento entre as ações desenvolvidas em todo o Sistema Sebrae.

A integração entre as unidades estaduais também ganha destaque. A nova diretriz foi construída a partir de amplo diálogo com os estados e busca ampliar a coordenação nacional das iniciativas internacionais. A política também amplia o olhar para as oportunidades do futuro. Além de apoiar a internacionalização de empresas tradicionais, incorpora estratégias voltadas ao empreendedorismo inovador e tecnológico. Entre elas, destacam-se iniciativas de softlanding para atração e conexão de startups internacionais com o ecossistema brasileiro de inovação, fortalecendo a troca de conhecimento, investimentos e oportunidades de negócios.

A atualização da Política de Atuação Internacional representa, portanto, um passo decisivo para consolidar o Sebrae como um agente estratégico da inserção global das micro e pequenas empresas. Mais do que promover conexões internacionais, estamos construindo uma plataforma permanente de cooperação, aprendizado e geração de oportunidades. Uma atuação alinhada aos desafios do presente e às oportunidades do futuro, contribuindo para que os empreendedores brasileiros ocupem um espaço cada vez mais relevante na economia mundial.

* Este é um artigo de opinião, de responsabilidade do autor, e não reflete a opinião do Brasil 247.

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