Uma ponte para a conciliação

Penso que é chegada a hora de um amplo processo de conciliação nacional tendo como base de legitimidade a voz das ruas. O primeiro passo seriam eleições presidenciais agora em outubro junto com as eleições municipais

Penso que é chegada a hora de um amplo processo de conciliação nacional tendo como base de legitimidade a voz das ruas. O primeiro passo seriam eleições presidenciais agora em outubro junto com as eleições municipais
Penso que é chegada a hora de um amplo processo de conciliação nacional tendo como base de legitimidade a voz das ruas. O primeiro passo seriam eleições presidenciais agora em outubro junto com as eleições municipais (Foto: Paulo Paim)
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Às vésperas de completar 200 anos de independência, o que ocorrerá em 7 de setembro de 2022, o Brasil convive com uma crise política, econômica e social que coloca em pé de guerra brasileiros contra brasileiros.

O país está dividido. Amarga os erros da sua classe política e principalmente a ganância de grupos que se acham donos desta terra. Não há um projeto de nação a ser discutido e construído. Para a vergonha de todos nós o que está se jogando neste momento é uma disputa de poder.

A maioria dos atores políticos que desenvolvem atualmente suas atuações no palco nacional de uma forma ou de outro, como diz o dito popular, tem culpa no cartório. Basta acessar sites de pesquisa que aparecerão ações, processos, condenações, só não aparecerá o nome se for segredo de justiça.

Não vou entrar no mérito. Mas, temos aí um processo de impeachment por crime de responsabilidade que foi coordenado por um réu no STF. E muitos daqueles que votaram, se fossemos verificar as suas fichas corridas, por si só, seriam afastados por impeachment.

As próprias pesquisas que estão sendo divulgadas já identificam a rejeição de nomes de ambos os lados. Falo da presidente Dilma Rousseff e de seu vice, Michel Temer. Isso é uma realidade que antes não aparecia.

As argumentações contra a presidente Dilma são de conhecimento público. Mas as de Michel Temer a tendência é de se espraiarem. Ano passado o seu partido apresentou a carta de intenções econômicas "Uma ponte para o futuro".

O texto apregoa medidas contrárias aos direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, aposentados e pensionistas, servidores públicos, empreendedores, como a terceirização, o negociado acima do legislado, a reforma da Previdência, o fim da desvinculação das recitas da União para à saúde e a educação.

Penso que é chegada a hora de um amplo processo de conciliação nacional tendo como base de legitimidade a voz das ruas. O primeiro passo seriam eleições presidenciais agora em outubro junto com as eleições municipais.

O segundo momento seria a realização de uma assembleia revisional com o objetivo de reformar o nosso sistema político, partidário e eleitoral. É a partir daí que vamos colocar o Brasil nos trilhos.

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