Uso da mentira como verdade oficial

A presença de Bolsonaro como presidente do Brasil está nos levando a uma catástrofe sanitária, e é preciso que as instituições democráticas do país encontrem uma solução para o caso. Ele já demostrou ser incompetente para administrar a nação. Já mostrou não ter capacidade mínima de gerenciamento do menor problema que surja. Não dá mais para esperar até 2022

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“Quem não disse uma mentira hoje que levante as mãos”. Você já deve ter ouvido essa frase ou algo parecido algumas vezes em sua vida. É quando alguém que acusar ou justificar sua própria mentira quando pego. O uso dela como afirmação ou negação falsa já foi usado, inclusive, para mudar os rumos da história. 

Outra afirmação que você já deve ter ouvido é que ele ou ela “são mentirosos contumazes” ou “mente que o cu não sente”. Que é quando a pessoa é desacreditada por completo em tudo o que diz. Quando vem chegando a um local, é comum alguém dizer, “lá vem o mentiroso”. 

Voltemos no tempo, ao tempo da passagem de Jesus Cristo pela terra. Pregador de oratória impecável arrebanhou multidões que o seguiam. Este fato levou os religiosos da época a planejarem uma forma de tirá-lo de circulação. Ele possivelmente estaria atrapalhando os negócios deles. 

Mas para que Cristo fosse retirado de circulação, foi preciso se criar uma mentira, comprar o apoio de várias pessoas que se dispuseram a ir ao sinédrio e acusar O Filho de Deus diante de Pilatos. Quem mentiu, acusou e pediu a morte do salvador foram os religiosos daquele tempo. 

Cristo foi morto porque se criou uma mentira para isto. 

Poucas frases se eternizaram tanto quanto a de que “uma mentira dita muitas vezes se torna realidade”. Atribuída a Joseph Goebbels, ministro da propaganda de Adolf Hitler. Teria sido ele o principal responsável pelo apoio da sociedade alemã ao projeto de extermínio dos judeus, no início dos anos 40 que resultou na segunda guerra mundial. 

Hitler se deixou fotografar saindo de igrejas, afirmava aos seus que a raça humana teria que ser purificada, e com este discurso autorizou a morte de milhões de pessoas indistintamente, Enquanto crianças, mulheres, idosos, jovens e adultos eram mortos, a sociedade alemã apoiava a tudo com o seu silêncio. 

As pessoas eram iludidas com mentiras de que iriam para locais mais seguros, e colocadas dentro de carros que serviam de câmaras de gazes, e lá morriam asfixiados como animais. Era a mentira sendo usada para, mais uma vez, mudar a história. 

No Brasil nos últimos tempos a mentira vem sendo usada, também, para modificar os destinos do país. Uma delas foi quando o Congresso Nacional, com apoio de membros da Receita Federal e apoiados pela Justiça (Superior Tribunal Federal) embarcaram na mentira das “pedaladas fiscais” da Presidenta Dilma Roussef. O termo foi usado para classificar “operações orçamentárias realizadas pelo Tesouro Nacional, não previstas na legislação, que consistem em atrasar o repasse de verba a bancos públicos e privados com a intenção de aliviar a situação fiscal do governo em um determinado mês ou ano, apresentando melhores indicadores econômicos ao mercado financeiro e aos especialistas em contas públicas”. Mas, era tudo uma mentira que levou ao impedimento e retirada dela da presidência. Pouco tempo depois ela foi inocentada das acusações, mas o estrago já estava feito, e nós estamos vivendo dias difíceis porque muitos acreditaram na mentira. É verdade, outros tantos participaram da farsa, da mentira. 

Com o Brasil em frangalhos, apareceu Jair Bolsonaro. Um deputado federal sem expressão e useiro e vezeiro do subsolo da política nacional, um Inexpressivo que se lança candidato à presidência da república em 2018. Improvável que a sua presença entre os candidatos postulantes pudesse o levar a voos mais altos. 

Já no início da campanha, Bolsonaro mostrou que a verdade não seria a tônica do seu discurso. Em entrevista ao Jornal Nacional da rede Globo, ele potencializou a mentira do Kit Gay. Mostrou uma pequena revista e afirmou que aquela era uma cópia do que estava sendo distribuído nas escolas às crianças. Um bom jornalista ou alguém que, sabedor que a informação não era verdadeira, teria questionado na hora. Mas, William Bonner, âncora do programa não fez uma única fala desmentindo a história. Naquele momento todo o Brasil já sabia ser aquilo uma mentira. 

A mamadeira de Piroca? Nem vale falar aqui sobre essa mentira de tão absurda que é. Mas podemos lembrar o dia 6 de setembro de 2018, aquele em que Bolsonaro supostamente teria sido esfaqueado por Adélio Bispo na cidade de Juíz de Fora no Estado de Minas Gerais. 

As imagens publicadas do momento do “atentado” até hoje causam discórdia. Há quem acredite que “sim”, ele foi atingido e há os que dizem que “não” e que tudo não passou de encenação, de mais uma mentira. 

Como eu gosto mais da segunda versão, vou lembrar que as imagens mostram Bolsonaro sendo atingido do lado direito, abaixo um pouco do peito. Na sequência vemos que não há marca de sangue no local, e para deixar o caso ainda mais interessante, as fotografias tiradas no hospital e outras feitas pelo atingido, não mostram nenhuma marca no local que disse ter sido atingido. Esta é a primeira vez que uma pessoa foi esfaqueada, mas que não existe um corte no local. 

Eleito presidente, Bolsonaro vem usando a mentira como uma verdade oficial. E isto acontece desde o primeiro dia do seu mandato, mas se intensificou mais com o início da pandemia do Coronavírus. Não há um único dia em que ele não tenha dito uma mentira ao país. E é daqueles mentirosos que mesmo pego na mentira, conta outra para justificar a primeira e vai criando outras, e se enrolando em uma situação que já beira a insustentabilidade de sua presença como presidente do Brasil. 

A presença de Bolsonaro como presidente do Brasil está nos levando a uma catástrofe sanitária, e é preciso que as instituições democráticas do país encontrem uma solução para o caso. Ele já demostrou ser incompetente para administrar a nação. Já mostrou não ter capacidade mínima de gerenciamento do menor problema que surja. Não dá mais para esperar até 2022, precisamos de Bolsonaro fora da presidência já. 

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