Vacina desarma planos autoritários bolsonaristas

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Democracia na ponta do fuzil

A pregação bolsonarista de que a democracia é garantida pela ponta do fuzil das forças armadas e dele depende para continuar sobrevivendo, sofre tremenda derrota no novo cenário de esperança e confiança social aberto pela vacina; fica afastado, temporariamente, perigo de fechamento do regime, no qual o chefe de governo aposta como estratégia política; afinal, desde início do governo, Bolsonaro  diz que veio para destruir, não construir; essa pregação é de guerra, exige ditadura para se sustentar. O pânico da falta de vacina, as previsões de que sem vacina a economia não levanta e a extinção do auxílio emergencial aos mais pobres para enfrentarem a crise do desemprego, criaram clima de medo e instabilidade que justifica discurso autoritário; atrasar a distribuição da vacina virou cálculo político bolsonarista autoritário que a tragédia de Manaus e decisão do governador João Dória, abortaram. Abaixou, portanto, o facho autoritário do general Pazzuelo, da Saúde, de dedo em risco, chamando todo mundo no saco, como se toda população estivesse no quartel sob suas ordens.

O novo clima de desestresse aberto pela vacina é dissuasório do clima de guerra bolsonarista que estava sendo montado; caminhava-se, de acordo com enrolação do governo quanto às vacinas, para situação de turbulências; a burocracia para aprová-las e distribui-las, mediante aprovação da Anvisa, havia criado propositalmente clima de instabilidade e não de tranquilidade com a chegada das providências essenciais; além disso, Bolsonaro reviveu a guerra fria entre as marcas do produto e sua origem; se fabricada no ocidente, aliado dos americanos, tudo bem; mas, se a origem for chinesa, nada feito; misturaram alhos com bugalhos, para fazer confusão ideológica; Dória furou o balão bolsonarista de promover o caos e justificar a força; desarma-se, temporariamente, clima de conflito e fortalece democracia; jogou-se água fria na propensão ditatorial fascista intrínseca ao bolsonarismo; o novo cenário de esperança que a vacina cria apavora, porém, os golpistas; levam-no à conspiração; a tática, agora, é encher a bola das forças armadas, considerando-as fonte da democracia; vangloriam a ditadura, talvez, com medo de serem derrubados por ela; Freud explica.

Pensamento x Palavra

Freud diz que as palavras servem para esconder o pensamento; o mestre da leitura do subconsciente, das profundezas do espírito, da sua mais pura essência, aquela que não pode ser exposta, certamente, leria a cabeça de Bolsonaro de forma invertida; a realidade satisfatória para os fascistas é aquela que infelicita a maioria expropriada por eles; essa é a condição essencial para supremacia absolutista totalitária; a democracia que pressupõe o controverso é incompatível com verdade absoluta; a democracia é o problema.

Ficou demonstrado fracasso da estratégia absolutista durante a pandemia; ela expôs as entranhas fascistas do sistema capitalista; a desgraça dos outros faz enriquecer uma minoria e empobrecer a maioria; caminhada inexorável da acumulação capitalista em plena desgraça social; só é sustentável na guerra, na ditadura, na ausência de liberdade; é a situação satisfatória para bolsonarismo justificar uso da força.

O segredo fascista é a lei da força bruta; é impulso de morte do poder absoluto; diante dele, a democracia, o controverso, naufraga, constantemente, tornando-se figura de retórica; o bolsonarismo demonstra pulsão de morte, do ponto de vista freudiano, no cenário da economia política; é um encontro de Marx e Freud, no auge da crise capitalista em pandemia virótica mortal global. A democracia, com a chegada da vacina, consegue respirar assim como pode respirar os agonizantes com o oxigênio nos hospitais, subtraído pela enrolação burocrática.

Ódio bolsonarista

Nesse momento, o presidente está tomado de ódio; basta ver as fotos dele,  contraído, mal-humorado, soltando os cachorros, com a notícia da aprovação da Anvisa para utilização da Coronavac para vacinação em massa; sentiu sua bola esvaziada e a de Dória, cheia;  a satisfação da sociedade com a notícia positiva da vacina deixou o capitão presidente contrariado; ele apostava na morte; segurou a raiva em si com o despacho favorável da Anvisa e lamentou que as novas ordens, adequadas à prevenção da vida e não à promoção da morte, terão de ser cumpridas; a rispidez contráctil expressa nas fotos do rosto do presidente deixou entrever sua alma aterrada por não ter dado certo seu plano e perdido a parada para governador paulista; foi para o brejo a estratégia política e ideologicamente maligna de fechar o regime. A vacina joga por terra os negacionistas, desarmando planos bolsonaristas belicistas; inventarão, agora, o que sabem fazer: fakenews, mentiras e propaganda enganosa; se posicionarão de vítimas de golpismo; tentam fazer valer narrativas catastrofistas; o contrapolo a essa atitude está sendo união de forças contraditórias contra o mal que consideram maior: o bolsonarismo; esquerda, direita e centro se unem em favor da alternativa democrática; a chegada da vacina conspira a favor da resistência.

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