Vassalo bajulador, Dallagnol traiu Moro

"Como todo vassalo bajulador, Dallagnol traiu Moro por trás, contestando sua posição oportunista - em grupos no Telegram - de não investigar Flávio Bolsonaro. Dallagnol é bem burrinho, mais que Moro. Obedeceu o 'russo' em toda a Operação Lava Jato e, depois do chefe virar ministro, começou a se melindrar", diz Gustavo Conde, editor do 247 e membro do Jornalistas Pela Democracia

Como todo vassalo bajulador, Dallagnol traiu Moro por trás, contestando sua posição oportunista - em grupos no Telegram - de não investigar Flávio Bolsonaro.

Dallagnol é bem burrinho, mais que Moro. Obedeceu o 'russo' em toda a Operação Lava Jato e, depois do chefe virar ministro, começou a se melindrar.

Ambos se merecem.

Eles, no entanto, são a sustentação de Bolsonaro. Moro é o fiador judicial e Dallagnol o pastor antipetista corrupto que abana o rabo para o dono e aguarda sua recompensa.

A gente vai afundar mais um pouco. Bolsonaro deve estar salivando sangue para nomear Moro para o STF (Moro virou favorito, depois de ser definitivamente apresentado como um juiz ladrão) e Dallagnol, para a PGR (pelos mesmos motivos).

Os empresários corruptos que sugam o país (tipo Lucianos, Huck e Hang) fazem seus cálculos neste momento. Sabem que a estupidez de Bolsonaro e sua toxicidade estrutural vão aprisionar o Brasil no atraso e na pobreza absoluta.

Querem isso como vingança ao PT, mas também não querem, diante de um mercado que morre um pouco mais a cada dia, sem perspectiva de recuperação.

A posição é típica daqueles que não sabem o que é caráter: aguardam para ver os acontecimentos, vislumbrando uma Tabata de salvação, ops, 'tábua' eu quis dizer.

O problema, parceiro, é que Rodrigo Maia aprovou a reforma da Previdência em primeiro turno sozinho e os assanhamentos em torno daquele botafoguense fanático se acumulam no horizonte.

Bolsonaro é cada vez mais descartável e isso é perigosíssimo para ele.

Parece que o país assiste calado a tudo isso, mas o silêncio não significa absorção e adesão pura e simples.

Bolsonaro vai deixando um legado de terror e, da mesma maneira que o legado de amor deixado por Lula e Dilma desaguou em um ciclo de ódio e estupidez, essa herança putrefata de bolsonaros e lavajateiros vai abrindo espaço para o retorno da vida.

Dói, cansa, desespera, exaspera, mas ainda não se inventou um 'pé-de-cabra' capaz de interromper o curso da história a todo momento, nessa suposta espiral distópica desenhada inclusive por gente que se identifica como sendo de esquerda.

Em outras palavras, só uma tragédia salva Bolsonaro.

Ele avança para baixo, de maneira irrefreável.

Há - posso garantir - muita gente no Brasil interessada em ser feliz. Esse desejo, tão assustador para os pretensos donos do poder e do discurso, costuma reorganizar nossa experiência social quando menos esperamos.

Como disse acima, ainda vai piorar. Mas esta lição - a lição Bolsonaro - está sendo a grande chance de o Brasil resolver de uma vez por todas sua relação com a elite sangrenta.

Bolsonaro é, do ponto de vista moral, a nossa elite escarrada. Mas sua origem é pobre. 

A elite não costuma perdoar gente pobre.

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