Vento de direita pode se espalhar pelo Brasil em 28 de outubro

Um alerta para a Itália e para toda a Europa vem justamente das notícias vindas do Brasil. Toda uma imprensa internacional descobre com curiosidade a figura de um candidato da extrema-direita nas eleições presidenciais do Brasil

Vento de direita pode se espalhar pelo Brasil em 28 de outubro
Vento de direita pode se espalhar pelo Brasil em 28 de outubro

Há cem anos, os fenômenos da direita diziam respeito a países individuais, estados individuais, enquanto as Democracias e as Monarquias observavam silenciosamente um mundo que emergia da Grande Guerra, empobrecido e próximo da grande recessão.

Nem mesmo um século depois, um novo vento de direita se espalhou por todo o planeta. Mas o conceito de "certo", atualmente, mudou. Por exemplo, na Itália, "certo" significa, neste caso, uma reação anti-imigrante, uma aversão a outros, xenofobia ou mesmo racismo.

Mas devemos dizer, mais corretamente, o egoísmo social, a impaciência geral, a desconfiança instintiva hostilidade preconcebida para com o povo de marginalizados, infeliz e sem esperança que a terra, impulsionado pela fome, da miséria, da necessidade, do medo da guerra e perseguições em seus países de origem. E assim, liquidando o fenômeno sob o rótulo de "certo", pensamos em isolá-lo e bani-lo fora do perímetro de nossa civilização.

No entanto, este fenômeno não diz respeito apenas à Velha Europa. Grandes estados estão experimentando esse fenômeno. É preciso se perguntar sobre uma crise histórica pela qual o mundo está passando. Crise econômica e social, acima de tudo. Mas também uma crise de princípios e valores, uma crise de cultura e identidade.

A globalização, facilitado pelo desenvolvimento de ligações de comunicação e transporte, tem reformulado os saldos consolidados do planeta, que uma vez foi dividida entre Oriente e Ocidente, mas hoje está dividida entre o Norte e o Sul, ou seja, entre países ricos e pobres.

Um alerta para a Itália e para toda a Europa vem justamente das notícias vindas do Brasil.

Toda uma imprensa internacional descobre com curiosidade a figura de um candidato da extrema-direita nas eleições presidenciais do Brasil. Um homem que, em casa, sempre tinha mantido em torno de si uma aura de folclore e surrealismo por causa de seus lançamentos cinematográficos por propostas sua política linha retrógradas e misóginas, homofóbicas e racistas.

Nenhum brasileiro, até alguns anos atrás, teria a menor pensamento para a nomeação presidencial de um suplente que, na sua carreira parlamentar de trinta anos, fez tons extremas e desafio infinito da marca. Desde 1989, ele conseguiu empurrar com apenas duas contas que têm a sua assinatura, enquanto ele subiu para as manchetes por ter morte desejou a seu filho, se ele tivesse descoberto um homossexual; por ter condenado a ter uma consciência clara do escravo do país no passado causou, segundo ele, pelos chefes tribais africanos que entregaram as pessoas para os colonizadores portugueses, ou para incitar a multidão de seu discurso para levar eleitores tiro esquerda.

Após o primeiro turno das eleições, Jair "Messias" Bolsonaro do que é talvez a mais extrema encarnação da ultradireita contemporânea, estava presente forte de 46% dos votos, com uma vantagem de quase 20 pontos percentuais sobre o candidato da esquerda Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, fundou e liderou Lula antes de seu recente e tendencioso encarceramento. O que em outras épocas e contextos teria parecido ficção científica, hoje se transformou em uma questão real, ligada à sobrevivência do Estado de Direito e dos valores antifascistas. E não é apenas sobre o gigante sul-americano, mas potencialmente em todo o mundo.

Então, depois de 30 anos, o Brasil, ao grito trio de "Deus, Pátria, Família", querida à tradição fascista que atende pelo italiano fascista para Tigres de Arkan, e sobre a qual Bolsonaro articula sua linha política corre o risco de ser entregue a uma nova ditadura. Triunfo devido a dois eventos:

O descontentamento, particularmente entre os eleitores de direita, alimentada pela crise econômica grave, que em menos de um ano e meio depois de sua posse, viu Dilma destituídos, comissionamento acusação por ter orçamentos públicos manipulados.

Mesmo assim, a empresa brasileira que parecia dividido: os quadrados foram preenchidas por diversas vezes pelos acusadores, em grande parte os eleitores de direita, brancos e ricos, e aqueles que em vez apoiou o presidente e denunciando o que era comumente referido um golpe parlamentar, principalmente trabalhadores e membros dos setores pobres.

No âmbito do mandato de Michel Temer, vice-presidente conservador conseguiu Dilma e autor de reformas fortemente antipopulares desastrosas, essa divisão não só tem crescido, com o resultado que defender as demandas dos trabalhadores ou mesmo vestir uma camisa vermelha era suficiente para ser marcado como petista, ou partidário do PT, o partido de Lula, e sofre ameaças ou até agressão.

E o Judiciário, como nos anos noventa na Itália, com "mãos limpas", com a investigação Lava-Jato, foi logo revelou um instrumento cujo principal objetivo era enfraquecer a liderança de esquerda ligada ao PT, com uma atitude surpreendentemente complacentes para com políticos de direita.

O juiz Sérgio Moro, símbolo-operação cara que nunca escondeu os seus laços com a liderança conservadora, embarcou em uma batalha pessoal real com o ex-presidente Lula. A controversa condenação por um crime menor, o de aceitar um suborno para comprar um apartamento, desde que o pretexto para prender Lula e pôr fim ao seu projeto de oferta. Uma decisão criticada por juristas internacionais de destaque, e até mesmo a ONU, com base na forma como o processo foi conduzido e fez a acusação, mas que foi o suficiente para eliminar aqueles politicamente acima de tudo era o sonho de um desenvolvimento democrático e progressivo e espalhar uma desilusão comum com partidos e instituições tradicionais.

Um contador de Bolsonaro, que assume o disfarce da adoração cega da família tradicional, em detrimento das diferenças, a exaltação da violência e das armas, a cruzada para o espectro do comunismo e o desrespeito pelos direitos humanos ganhou com dificuldade ao longo do século passado.

Todas as ideias que exasperam em níveis nunca antes experimentados. Atrás de cada argumento político de "Bolsomito", como é chamado por seus partidários, ele mostra a superfície, expressa sempre trazendo a religião e crítica ao PT, há uma proposta que consegue expor seguindo a linha tradicional de lógica e sem cair na óbvia redundância hiper-religiosa e anticomunista que a distingue.

Seu projeto político e econômico, apresentado através de slides em PowerPoint, claramente tem vocações fascistas: a defesa das grandes capitais e seus representantes.

O contraste com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, que tem vindo a afirmar a implementação da reforma agrária e redistribuição de terras não cultivadas, atende as demandas dos proprietários de terras poderosos cujas mãos estão pingando com o sangue de centenas de sindicalistas e ativistas.

O projeto para abolir o 13º (imediatamente se retratou e agora desapareceu da agenda) seria um presente não muito nebuloso para os empregadores, com o objetivo último de enfraquecer a classe trabalhadora.

Outras reformas acessórias assumidas pelos especialistas econômicos do candidato, então, fornecer uma campanha de privatização das grandes empresas estatais, em particular a petrolífera Petrobrás, um corte substancial na despesa pública com a abolição dos ministérios inteiros e um imposto de taxa-do-chão apenas 2,81% em qualquer transferência bancária, receitas tão caras mesmo aqui na Itália.

Agora que mesmo no Brasil o fantasma das mentiras de extrema-direita em sua manifestação talvez mais brutais, e também poderia levar este país, durante anos um símbolo do liberalismo e do modelo para a esquerda, para a órbita da internacional "antiliberal'', a importância do segundo turno das eleições adquire um valor teve até agora.

Em 28 de outubro, o dia do segundo turno para Haddad será crucial para em torno dele os eleitores progressistas e liberais espalhadas entre os partidos menores, ao tentar recuperar votos entre os muitos Bolsonaros iludidos e, assim, conseguindo conquistar aqueles que veem nele a luz da mudança, em vez de reconhecer o abismo que traria o Brasil de volta às tristes lembranças da ditadura militar. O favorito, bem ciente de sua falta de preparação e a fraqueza de seu discurso, sempre demonstrou hostilidade em debates eleitorais, e recuando em uma campanha quase exclusivamente limitado à web.

Meus melhores desejos pessoais para os irmãos brasileiros e democraticamente de votar tendo sempre diante dos meus olhos a sua bandeira nacional "A Auriverde" e o lema "Ordem e Progresso", inspirado no lema do positivismo de Auguste Comte "Amor como princípio e Ordem como base, Progresso como meta " que nada tem a ver com o vento frio à direita.

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