Viúvas da Operação Condor

Em coluna de um de seus escribas de aluguel, combinado com artigo de um "gusano" pré-Chavez, a massa falida da família Frias defende a "invasão" militar do país latino. O apelo evidencia o desespero diante do fracasso das ações imperiais, que perderam as disputas no país em todos os terrenos, inclusive eleitorais

Venezuelan flags are seen during an opposition rally in Caracas, Venezuela, April 8, 2017. REUTERS/Christian Veron - RTX34Q8A
Venezuelan flags are seen during an opposition rally in Caracas, Venezuela, April 8, 2017. REUTERS/Christian Veron - RTX34Q8A (Foto: Fernando Rosa)

A velha senhora golpista acordou nos porões da Barão de Limeira e resolveu relembrar seus tempos de Operação Condor, em que seus comparsas agiam no continente sul-americano sob a batuta da CIA. Em coluna de um de seus escribas de aluguel, combinado com artigo de um "gusano" pré-Chavez, a massa falida da família Frias defende a "invasão" militar do país latino. O apelo evidencia o desespero diante do fracasso das ações imperiais, que perderam as disputas no país em todos os terrenos, inclusive eleitorais.

"A Venezuela deve ser invadida pelas tropas de uma coalizão formada por Estados Unidos, Europa e América Latina, a convite da Assembleia Nacional, de maioria oposicionista", insinua o colunista, ancorado na tese do economista a serviço do sistema financeiro. "Este "exército de liberação" daria apoio a um novo regime, que substituiria o governo de Nicolás Maduro, que teria sido impedido pelos parlamentares", continua ele. A sugestão, segundo o jornal, é de um professor da escola de governo da Universidade Harvard, o venezuelano Ricardo Haussmann.

"Essa força libertaria a Venezuela, assim como canadenses, australianos, britânicos e americanos libertaram a Europa em 1944-45", argumenta o fantasioso porta-voz do Império. Ainda diz ele que, "segundo o direito internacional, nada disso exigiria a aprovação do Conselho de Segurança da ONU (o que a Rússia e a China poderiam vetar), porque a força militar seria convidada por um governo legítimo buscando apoio para o cumprimento da Constituição do país". O cidadão em questão foi ministro de Carlos Andrés Pérez, responsável pelo massacre civil conhecido como "caracazo", nos anos noventa, após um brutal arrocho social.

A bem da verdade, a ação editorial da Folha, além de reafirmar sua trajetória golpista, busca fomentar argumentos para isolar a Venezuela, sabe-se lá para atender quais interesses particulares. Às vésperas das eleições estaduais no país, por exemplo, passaram trinta dias vendendo aos brasileiros o fake news de uma fragorosa derrota de Maduro e do governo, o que não ocorreu, ao contrário. Naquele momento, apostavam que as manobras militares na Amazônia – Brasil, Colômbia, Peru e EUA – terminariam em ofensiva contra um Maduro derrotado, rendido.

Não sei a Folha, mas o imperialismo sabe muito bem que o buraco na Venezuela é bem mais embaixo e, por isso, articulam seus cães de aluguel para vociferar seus fake news pelo continente, enquanto apostam em reeditar a famigerada articulação regional dos militares. O plano é transformar a América do Sul, a partir da Venezuela, em uma África, ou um Oriente Médio, para facilitar o assalto às riquezas da região, como o pré-sal e o petróleo daquele país. A questão é que a história anda para a frente e, na mesma proporção da profundidade dos ataques perpetrados, virá a reação dos povos, dos Nações, com mais ou menos tempo, que não aceitarão a condição de colônias, de escravos.

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