Viva a Tuiuti

Nesses tempos bicudos de Moro e Dallagnol, TRF e Supremo, Cunha, Temer, Aécio, Geddel, Jucá... golpe, intervenção militar, um carnavalzinho pra descontrair cai muito bem, até porque ninguém é de ferro e melhor ainda, um carnaval diferenciado, com a avenida carregada de novidades, repleta de audácia e irreverência da Paraíso do Tuiuti

Nesses tempos bicudos de Moro e Dallagnol, TRF e Supremo, Cunha, Temer, Aécio, Geddel, Jucá... golpe, intervenção militar, um carnavalzinho pra descontrair cai muito bem, até porque ninguém é de ferro e melhor ainda, um carnaval diferenciado, com a avenida carregada de novidades, repleta de audácia e irreverência da Paraíso do Tuiuti
Nesses tempos bicudos de Moro e Dallagnol, TRF e Supremo, Cunha, Temer, Aécio, Geddel, Jucá... golpe, intervenção militar, um carnavalzinho pra descontrair cai muito bem, até porque ninguém é de ferro e melhor ainda, um carnaval diferenciado, com a avenida carregada de novidades, repleta de audácia e irreverência da Paraíso do Tuiuti (Foto: Sebastião Costa)

Nesses tempos bicudos de Moro e Dallagnol, TRF e Supremo, Cunha, Temer, Aécio, Geddel, Jucá... golpe, intervenção militar, um carnavalzinho pra descontrair cai muito bem, até porque  ninguém é de ferro e melhor ainda, um carnaval diferenciado, com a avenida carregada de novidades, repleta de audácia e irreverência da Paraíso do Tuiuti. 

A Beija-flor de Nilópolis seguiu também pelas veredas políticas e jogou na avenida os desvios éticos que monopolizaram o debate  dos últimos anos.

Desfiles a  encher os olhos e lavar a alma dos brasileiros desgarrados do 'midiotismo' dominante e refratários ao oba-oba carnavalesco, monitorado pela toda poderosa rede globo de televisão

​As duas escolas buscaram nas nossas  raízes históricas inspiração para fazer críticas severas à realidade sócio-política atual.

Enquanto a Beija-flor, montada nos escritos do pensador Paulo Prado (Retratos do Brasil) conectou os excessos corruptivos do Brasil atual aos  degredados e aventureiros europeus que colonizaram o nossos país, a ousada Paraíso do Tuiuti com o samba-enredo "Meu Deus, Meu Deus está extinta a escravidão?" visitou os intelectuais Sérgio Buarque de Holanda, Raymundo Faoro e o sociólogo Jessé Souza para falar do nosso passado escravocrata determinando a construção de nossas mazelas sociais.

A Beija-flor carregou nos desvios éticos e a Tuiuti, na ala 'Manifestoches', configurada no manuseio de patos amarelos e figurantes vestidos com camisas da seleção (silêncio de sepulcro dos comentaristas da Globo) denuncia uma elite brasileira  hipócrita a manipular a opinião pública para alimentar seus interesses políticos.

A Comissão de Frente 'Grito de Liberdade' da Escola de São Cristóvão gritou contra a herança escravista da hiper-exploração do trabalho no Brasil. E a gigantesca carteira de trabalho carcomida protestava contra a reforma trabalhista. 

Destaque especial para o 'vampiro neoliberalista', repleto de notas e devidamente paramentado com a faixa  presidencial( censurada no desfile do sábado ), sinalizando as consequências perversas do movimento que incinerou 54 milhões de votos.

A Tuiuti lavou o peito dos brasileiros conscientes, denunciando as muitas malandragens dos agentes do impeachment. Utilizou arte e ousadia para expor em plena Sapucaí e na cara da Globo as entranhas do golpe de 2016.

Muitas palmas para a Paraíso do Tuiuti!!!

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