Você não gosta de mim, mas seu funcionário gosta!

Ali estava o funcionário "desautorizado" de um lado e o patrão intolerante que acha que pode tolir as opiniões políticas de seus funcionários de outro. Lembra a canção "Jorge Maravilha" de Chico Buarque que dizia no refrão: "Você não gosta de mim, mas sua filha gosta"

Você não gosta de mim, mas seu funcionário gosta!
Você não gosta de mim, mas seu funcionário gosta!

Dilma Rousseff recebeu um mimo de um funcionário do restaurante A Favorita, em Belo Horizonte. No prato de sua sobremesa estava escrito: "Sempre nossa Presidenta". O dono do estabelecimento, então, manifestou-se com uma grosseria supostamente incompatível com o público educado de seu restaurante. Fernando Areco Motta afirmou que isso aconteceu porque ele não estava no país e que aquilo não refletia a "opinião do restaurante".

Passou recibo. Ali estava o funcionário "desautorizado" de um lado e o patrão intolerante que acha que pode tolir as opiniões políticas de seus funcionários de outro. Lembra a canção "Jorge Maravilha" de Chico Buarque que dizia no refrão: "Você não gosta de mim, mas sua filha gosta".

Nas máscaras modernas da verdadeira escravidão que ainda existe no Brasil, nas palavras do professor Jessé de Souza, o ódio ao pobre, e a quem o representa, ainda são estimulados. A mesma elite responsável pelo complexo de vira-latas manipula a classe média a pensar politicamente como a Casa Grande. Perdemos todos, ao dinamitarmos pontes que nos levariam a um verdadeiro e necessário progresso.

Esse imenso contingente faz pender a qualquer um dos lados a luta política e, não por acaso, é uma parcela de que a elite não abre mão de perder. Por ter relativo acesso a um padrão de consumo atribuído à felicidade, parte da classe média passa a acreditar ser da elite.

Porém, apoiar politicamente a elite burguesa não faz da classe média integrante dela, mesmo que se deixe embriagar pelos paliativos oferecidos. São apenas pílulas dessa nobreza. Bastam as crises virem, e essa parcela ser afetada, para todos perceberem que o Brasil continua para poucos.

Essa falta de visão estratégica dos donos do poder faz o Brasil pagar preços altos. A elite do atraso, excludente por própria natureza, é atrasada, sobretudo, intelectualmente. Um país para poucos não garante, por exemplo, a segurança de ninguém.

Devido à ignorância e ao preconceito, não souberam reconhecer em Lula, e no projeto que representa, um conciliador, um desenvolvimentista que quer justiça social e fazer girar a economia do Brasil. Para o bem de todos.

Estamos em um país desigual que pode voltar ao mapa da fome. Temos um presidente imoral, sem voto e um desemprego que aumenta, enquanto a criminalidade ganha cada vez mais soldados. O processo de desindustrialização não para e investimentos públicos como saúde, educação e infraestrutura estão sendo congelados... e, mesmo assim, o que indigna a elite do atraso é uma homenagem à Dilma em um prato de sobremesa.

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