Voto conservador elege presidentes desde 1989

"Não há dúvida que a sociedade brasileira, que já era conservadora, ficou mais conservadora ainda depois de um ano do atual presidente. E tende a ficar mais conservadora até 2022 quando, mais uma vez, vai eleger o presidente da República", avalia o jornalista Alex Solnik

Bolsonaro, que pede volta de voto impresso, já defendeu uso da urna eletrônica
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Por Alex Solnik, do Jornalistas pela Democracia - A sociedade brasileira que emergiu com a redemocratização, em 1984, não era menos conservadora que a de 1964, aquela que saiu às ruas com bíblias e terços nas mãos na Marcha da Família com Deus pela Liberdade.

  Tanto é que tendo à disposição, na primeira eleição direta pós-redemocratização candidatos progressistas, como Lula, Brizola e Ulysses Guimarães, que havia liderado a campanha das Diretas Já, o eleitorado escolheu o conservador Fernando Collor.

  Nas eleições seguintes, sempre elegeu a chapa composta por um conservador: Marco Maciel, vice de Fernando Henrique; José Alencar, o de Lula e Michel Temer, o de Dilma.

  E na última, mirou de novo num conservador, mas descobriu, tarde demais, que é um extremista de direita.

  Não há dúvida que a sociedade brasileira, que já era conservadora, ficou mais conservadora ainda depois de um ano do atual presidente.

  E tende a ficar mais conservadora até 2022 quando, mais uma vez, vai eleger o presidente da República.

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