Youssef fala de propina para PSDB, PSB e PP. Mas é preciso cautela

Por amor e ódio muita gente citada é condenada ou inocentada antes da apresentação das denúncias ao STF

Por amor e ódio muita gente citada é condenada ou inocentada antes da apresentação das denúncias ao STF
Por amor e ódio muita gente citada é condenada ou inocentada antes da apresentação das denúncias ao STF (Foto: Voney Malta)

As denúncias do caso Petrobras talvez seja o tema em debate mais duradouro das últimas décadas entre nós, homens e mulheres comuns. Por amor e ódio muita gente citada é condenada ou inocentada antes da apresentação das denúncias ao STF e muito antes até do julgamento, da conclusão do caso. Por isso é preciso muita calma e cautela nessa hora.

Na delação premiada o beneficiário quer ser premiado. Entre o que é dito e o que é verdade ou é possível de ser provado há uma distância enorme. Numa das supostas delações do doleiro Alberto Youssef, ele afirmou que fez repasses para assegurar contratos da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, que beneficiaram o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), o ex-governador Eduardo Campos (PSB-PE), e o ex-presidente do PSDB Sérgio Guerra – os dois últimos já falecidos.

A turma do PP, segundo reportagem da Folha e do brasil247," teriam recebido subornos entre 2010 e 2011da construtora Queiroz Galvão e o certo teria sido fechado antes da assinatura do contrato, na época sob ameaça de uma CPI sobre a estatal".

O fato em todas as reportagens é que a delação premiada sempre é redigida no condicional: teria dito, teria sido fechado, teria entregado. Ou seja, não é uma afirmação. Além do mais, o que é dito precisa ser comprovado por quem acusa.

No caso de um suposto negócio entre uma empresa ligada ao BTG Pactual, segundo Youssef, num negócio com a BR distribuidora e que teria havido suborno, foi confirmada por um consultor de energia Pedro Paulo Leoni Ramos que teria intermediado a operação com a BR distribuidora.

Portanto, ao que parece algumas declarações concedidas pelo doleiro ao Judiciário e ao MPF foram veiculadas como "algo que possivelmente teria ocorrido". É o famoso ouvi dizer, soube por fulano, entreguei a beltrano. Por isso é preciso cautela. Tudo precisa ser profundamente investigado.

A expectativa do momento está sob os ombros do procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele deve apresentar ainda nesta terça-feira (3) os pedidos ao STF de investigação contra os políticos envolvidos no caso da Petrobras. "Quem tiver que pagar vai pagar", disse Janot.

É assim que deve ser. Investigar profundamente, conceder amplo direito de defesa, do contraditório, julgar e condenar ou inocentar. O contrário é prejulgamento e ainda grande e grave possibilidade de manipulação dos fatos por interesses políticos e econômicos como temos visto nos últimos meses.

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