Zumbi, o dirigente negro

“Zumbi dos Palmares, um rei negro” foi editado pela primeira vez em 1995. 300 anos de morte de Zumbi. Essa é a segunda parte

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(Foto: ABr)
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Chicote do Pessoa

Zumbi, o dirigente negro

Por José Pessoa de Araújo

Leia a parte 1 aqui.

Os negros eram vendidos
Como vil mercadoria
Trabalhavam o dia inteiro
E quanta pancadaria
O batente começava
Quando o dia amanhecia

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Na produção de açúcar
O negro era importante
Pois o senhor de engenho
Queria lucrar bastante
Portanto o trabalho escravo
Valia mais que diamante

Se um negro fosse acusado
De ser mole e preguiçoso
O castigo vinha logo
De um capataz "pegajoso"
Que além de aplicar uma surra
O chamava de "dengoso"

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O negro quando morria
Nem sempre era enterrado
Era atirado à fornalha
Para o corpo ser queimado
Isso era comum
Há pouco tempo passando

Mas quando o negro fugia
Daquela horrível prisão
O dono do engenho
Punha trás seu capitão
Do Mato, assim chamado
Terror do negro fujão  

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Era muito sofrimento
Sem nada de mal ter feito
Negro era acorrentado
A dor morava em seu peito
Viver naquela senzala
Era falta de respeito

Na senzala escura e fria
Persistia uma esperança
Aqueles negros escravos
Tinham fé numa bonança
Que Zumbi os libertasse
Pois nele tinham confiança

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