84,7% defendem ação policial na cracolândia

Em compensao, 67,9% dos entrevistados pelo Instituto Informa no acreditam que as medidas do governo do Estado e Prefeitura sero suficientes para resolver o problema do trfico na regio

84,7% defendem ação policial na cracolândia
84,7% defendem ação policial na cracolândia (Foto: EPIT¡CIO PESSOA/AG NCIA ESTADOEPITÁCIO PESSOA/AGÊNCIA ESTADO)

A Operação Centro Legal, iniciada há um mês na cracolândia, é apoiada por 84,7% da população da cidade de São Paulo. Em compensação, 67,9% dos entrevistados dizem não acreditar que as medidas tomadas por governo do Estado e Prefeitura serão suficientes para resolver o problema do tráfico na região.

Os resultados são da pesquisa feita com exclusividade para o jornal O Estado de S. Paulo pelo Instituto Informa. Foram ouvidas 1 mil pessoas, entre os dias 27 e 30 de janeiro.

As medidas adotadas pela polícia na cracolândia também recebem aplausos: 63,2% aprovam totalmente, enquanto 4,5% aprovam. Apenas 15,2% reprovam.

De acordo com balanço divulgado pelo governo, um mês depois do começo da operação, 216 pessoas e 55 foragidos foram presos. Ainda foram internadas 186 pessoas em clínicas de saúde. Isso significa que 457 pessoas que frequentavam a cracolândia foram retiradas de circulação. No início da operação, a polícia calculava que 400 pessoas estavam na região. A população flutuante podia chegar a 2 mil pessoas.

“O problema pode simplesmente ter sido adiado. Para onde vão essas pessoas depois que saírem da prisão e das internações? Talvez elas tenham sido somente retiradas de vista e podem depois retornar para o mesmo lugar onde estavam”, pondera a coordenadora do Núcleo de Direitos Humanos da Defensoria Pública Daniela Skromov.

Ainda de acordo com a pesquisa, 77% dos entrevistados afirmam que a operação dispersou os dependentes de droga para outras regiões da cidade. O Grupo Estado esteve na região e a concentração de pessoas diminuiu principalmente nos arredores da Rua Helvétia. Grupos de 30 a 40 usuários da droga se reúnem principalmente nas Ruas Guaianases e Apa. “Creio que conseguimos quebrar a espinha do tráfico, apesar de ainda existirem traficantes no local. Prendemos muitos pequenos traficantes, o que causa um imenso prejuízo para aqueles que vendiam por lá”, diz o delegado Edison de Santi, responsável pelo Setor de Inteligência do Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc).

A pesquisa mostra também a população dividida em relação à internação à força dos usuários de droga: 49,8% são a favor e 49 4%, contra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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