87 companhias europeias condicionam negócios no Brasil ao fim do desmatamento na Amazônia

Grupo de empresas que administra ativos superiores a 2,5 bilhões de libras enviou carta ao governo brasileiro pedindo a extensão da moratória da soja na Amazônia, acordo assinado em 2006 para impedir o uso de novas terras para a produção de commodity

Jair Bolsonaro
Jair Bolsonaro (Foto: Marcos Corrêa/PR)
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247 - Um grupo de 87 companhias europeias, que juntas administram ativos superiores a 2,5 bilhões de libras e inclui nomes como Tesco, Aldi, Asda e Carrefour, enviou na segunda-feira (2) para o embaixador do Brasil em Londres, Fred Arruda, uma carta direcionada ao governo brasileiro pedindo a interrupção do desmatamento na Amazônia para a produção de soja, informa O Estado de S.Paulo nesta terça-feira (10). 

"O documento pede a extensão da moratória da soja na Amazônia (ASM, na sigla em inglês), acordo assinado em 2006 pelas empresas para impedir o uso de novas terras para a produção de commodity, que é usada como alimento para humanos e é matéria-prima para ração de gado", conta a reportagem.

"Queremos poder continuar a buscar ou investir na indústria brasileira de soja, mas se a ASM não for mantida, isso colocará em risco nossos negócios com a soja brasileira", diz trecho.

"A resposta do embaixador foi dada dois dias depois ao grupo, sendo considerada 'muito rápida'. No retorno, Arruda informou que dividiu as preocupações dos signatários com autoridades domésticas e salientou que o Brasil desenvolveu uma estrutura legal, além de políticas concretas, para mapear a produção e garantir a proteção da vegetação nativa, que cobre 66% do território nacional", conta.

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