Ação da Polícia Federal atrapalha articulação política do governo Bolsonaro

A operação da PF realizada na quinta-feira contra o líder do governo no Senado foi feita em momento político delicado e mina a articulação política de Bolsonaro

Fernando Bezerra Coelho
Fernando Bezerra Coelho (Foto: Jane de Araújo/Agência Senado)
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247 - A operação da Polícia Federal na manhã de quinta-feira (19) contra o líder de Bolsonaro no Senado, Fernando Bezerra Coelho, causou profunda irritação no Palácio do Planalto, porque pôs em xeque o principal articulador do governo na Casa legislativa onde estão tramitando várias matérias do interesse direto do governo.   

Em reportagem publicada nesta sexta-feira, a Folha de S.Paulo destaca que a situação criada com a operação de busca e apreensão no gabinete do senador Fernando Bezerra Coelho gera uma nova crise num momento delicado para o governo no Senado.  

Matérias como a reforma da Previdência e a indicação do filho de Jair Bolsonaro como embaixador nos Estados Unidos, estão nas mãos dos senadores.   

Além disso, caso Bezerra Coelho tenha qu eabandonar o posto, o governo pode ficar sem um articulador importante para evitar a derrubada de vetos presidenciais à lei de abuso de autoridade.  

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), criticou a operação e disse que vai questionar oficialmente o STF. 

Alcolumbre afirmou também que vai defender a Casa como instituição e citou seu esforço para garantir que não haja uma crise institucional entre Legislativo e Judiciário.   

Na noite da quinta-feira, o presidente do Senado divulgou nota em que manifesta perplexidade com a operação, chamando a decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso de “grave medida” e “drástica interferência”.  

O senador Fernando Bezerra Coelho afirmou que Bolsonaro poderia substituí-lo na liderança do governo. “Quero deixar, desde pronto, o governo à vontade para que, fazendo o juízo da necessidade de um novo interlocutor, que não haverá, da minha parte, nenhuma dificuldade”, disse o senador. 

Após conversar com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o presidente do Senado afirmou não haver, ao menos por ora, disposição do governo em substituir Bezerra Coelho no posto de interlocutor na Casa.

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