Ação Penal 470 foi "marco no processo penal", diz Barroso

Ministro disse que espera mudanças no sistema político após as condenações de ex-dirigentes de partidos. "Foi um rito de passagem e espero que, com o saldo do mensalão, se produzam transformações na política", afirmou, na última sessão do julgamento

Ministro disse que espera mudanças no sistema político após as condenações de ex-dirigentes de partidos. "Foi um rito de passagem e espero que, com o saldo do mensalão, se produzam transformações na política", afirmou, na última sessão do julgamento
Ministro disse que espera mudanças no sistema político após as condenações de ex-dirigentes de partidos. "Foi um rito de passagem e espero que, com o saldo do mensalão, se produzam transformações na política", afirmou, na última sessão do julgamento (Foto: Gisele Federicce)
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André Richter - Repórter da Agência Brasil

O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou hoje (13) que o julgamento da Ação Penal 470, o processo do mensalão, foi um "marco no processo penal brasileiro". As declarações do ministro foram dadas após o fim da última sessão de julgamento dos recursos do processo.

Barroso disse que espera mudanças no sistema político após as condenações de ex-dirigentes de partidos políticos. "Foi um rito de passagem e espero que, com o saldo do mensalão, se produzam transformações na politica. É preciso diminuir o papel do dinheiro, atrair novas vocações, é preciso criar um sentimento mais amplo de respeito à ordem jurídica, de respeito ao outro."

Na última sessão de julgamento dos embargos infringentes, o STF absolveu João Paulo Cunha, ex-deputado federal, e João Cláudio Genu, ex-assessor do PP, da condenação por lavagem de dinheiro. Os ministros mantiveram a pena de Breno Fischberg, ex-sócio da Corretora de Valores Bonus Banval.

Com as absolvições, o julgamento do processo termina com 24 condenados, após 69 sessões de julgamento, realizadas desde 2012.

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