Ação popular quer barrar comemoração dos 55 anos do Golpe de 1964

O advogado Carlos Alexandre Klomfahs requereu à Justiça, em ação popular nesta terça-feira (26), que a Presidência da República se abstenha de comemorar o dia 31 de março de 1964, informa Julia Affonso, no Estado de S. Paulo; na ação, Klomfahs afirma que a orientação de Bolsonaro "não é o interesse público e sim o jogo da classe dominante", e faz uma analogia com a Alemanha comemorando o regime nazista de Adolf Hitler que vigorou entre 1934 a 1945

Ação popular quer barrar comemoração dos 55 anos do Golpe de 1964
Ação popular quer barrar comemoração dos 55 anos do Golpe de 1964 (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil )
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247 - O advogado Carlos Alexandre Klomfahs requereu à Justiça, em ação popular nesta terça-feira (26), que a Presidência da República se abstenha de comemorar o dia 31 de março de 1964, informa Julia Affonso, no Estado de S. Paulo. Na ação, Klomfahs afirma que a orientação de Bolsonaro "não é o interesse público e sim o jogo da classe dominante", e faz uma analogia com a Alemanha comemorando o regime nazista de Adolf Hitler que vigorou entre 1934 a 1945.

"Em rude analogia, seria o mesmo que o autor dessa ação fomentar e comemora o regime NAZISTA vivido na Alemanha de 1934 a 1945 sob a batuta de ADOLF HITLER com o extermínio de mais de 5 milhões de judeus nos campos de concentração, sob o argumento de 'comemorar o que para nós - governo da situação - não foi uma Ditadura, desrespeitando as mais de 434 mortes, dentre esses, 210 desaparecidos, segundo o relatório da Comissão Nacional da Verdade apresentado em 2014", escreve Klomfahs.

"Pede-se liminarmente que a Presidência da República se abstenha de determinar os efeitos do ato impugnado (comemorar o dia 31 de março no âmbito das Forças Armadas) por violar o princípio constitucional da moralidade e no mérito a procedência dos pedidos da inicial para confirmar a liminar concedida determinando que se abstenha o Poder Executivo de comemorar o 31 de março sob pena de multa diária de R$ 50 mil a ser revertida ao fundo de direitos difusos", diz a peça.

No último domingo (25), foi publicado no site oficial de comunicação do Governo Federal, a EBC, aprovação pelo presidente Jair Bolsonaro de mensagem a ser lida em quarteis e guarnições militares no próximo dia 31 de março, em alusão à mesma data no ano 1964, dia da tomada de poder pelos militares com a derrubada do então presidente João Goulart e a instalação de um regime controlado pelas Forças Armadas.

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