Acordo com MPF prevê que Dario Masser abra mão de patrimônio de R$ 1 bilhão

Confira a lista do que o “doleiro dos doleiros”, Dario Messer, terá de entregar no acordo de delação premiada firmado com o Ministério Público e com a Polícia Federal

Dario Messer
Dario Messer (Foto: Reprodução)
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247 - O doleiro Dario Messer fechou um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e com a Polícia Federal (PF) e irá abrir mão de um patrimônio estimado em mais de R$ 1 bilhão, segundo a CNN, que teve acesso à lista dos pertences barganhados.

Segundo Daniela Lima, analista e apresentadora do portal, Messer vai devolver:

• R$ 60 milhões de uma conta nas Bahamas;

• R$ 3 milhões em um banco no Brasil;

• R$ 2,5 milhões depositados no Paraguai;

• a participação em uma cobertura na avenida Delfim Moreira, no Leblon, avaliada em R$ 40 milhões;

• R$ 60 milhões em contas de empresas do ramo imobiliário;

• R$ 23,8 milhões em imóveis das mesmas companhias;

• outros imóveis, automóveis, animais e máquinas das fazendas em nome da empresa Chai, a maioria localizada no Paraguai, estimados em US$ 120 milhões (mais de R$ 600 milhões);

• outros imóveis, automóveis, animais e máquinas das fazendas em nome da empresa Matrix, também no Paraguai, estimados em US$ 30 milhões de dólares (mais de R$ 150 milhões);

• US$ 6 milhões (ou R$ 30 milhões) da Fazenda Tournon, também no Paraguai;

• US$ 2 milhões de dólares (R$ 10 milhões) de um apartamento em Nova York registrado no nome de uma offshore;

• 14 obras de arte de valor ainda inestimado, sendo quatro de Di Cavalcanti, cinco de Eugênio de Proença Sigaud e cinco de Lia Mittarakis;

Em seu depoimento, Messer revelou a existência de uma operação para lavar dinheiro com o uso de criptomoedas. Ele é acusado de participar de esquemas nacionais e transnacionais de lavagem de dinheiro e outros crimes.

Seu depoimento indica também a participação da Globo nos esquemas. De acordo com o delator, a pessoa que recebia o dinheiro na Globo era um funcionário identificado por ele como José Aleixo, que sempre foi o homem forte das finanças da empresa midiática, como assessorava o próprio Roberto Marinho em suas movimentações financeiras desde os tempos dos acordos com a Time Life.

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