Acre vive ao mesmo tempo crises com dengue, Covid-19, inundação e migração

Estado já tem quase 130 mil pessoas atingidas por cheias de rios na capital e no interior. Lidando com diversas crises ao mesmo tempo, o governador Gladson Cameli (Progressistas) decretou estado de emergência na última terça

Enchente no Acre
Enchente no Acre (Foto: Sérgio Vale/Secom)
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Sputnik - O Acre já tem quase 130 mil pessoas atingidas por cheias de rios tanto na capital quanto no interior, e lida com uma série de crises concomitantes.

Conforme publicou o portal G1, as enchentes causadas pela cheia de rios atingem pelo menos dez cidades do estado da região Norte brasileira: Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Tarauacá, Feijó, Sena Madureira, Santa Rosa do Purus, Jordão, Porto Walter, Mâncio Lima e Rodrigues Alves.

Apenas em Cruzeiro do Sul são quase 40 mil pessoas atingidas, enquanto Tarauacá tem 28 mil e a capital Rio Branco tem 25 mil.

Lidando com diversas crises ao mesmo tempo, o governador do Acre, Gladson Cameli (Progressistas), decretou estado de emergência na terça-feira (16). Além das enchentes, o estado enfrenta ainda uma crise migratória, surtos de dengue e a falta de leitos de UTI para pacientes de COVID-19.

As enchentes foram causadas pelas cheias dos rios Acre, Juruá, Envira, Iaco e Purus, além dos mananciais e igarapés. As centenas de famílias atingidas estão sendo transferidas para abrigos de emergência em escolas, ginásios, igrejas, barcos e quadras.

Conforme os dados do Ministério da Saúde, o estado registra hoje um total de 54.743 casos da doença e 957 mortes por COVID-19. Segundo levantamento do consórcio dos veículos de imprensa, o estado enfrenta ainda uma tendência de alta nas mortes diárias pelo novo coronavírus.

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