Acuada, Bia Kicis defende sua indicação ao comando da CCJ

Alvo de críticas da oposição e até de aliados do presidente Arthur Lira, a deputada Bia Kicis, indicada para assumir o CCJ, disse que não tem fundamento e se diz uma pessoa do "diálogo"

(Foto: Reprodução (TV Câmara))
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247 - A chuva de críticas pela indicação da deputada Bia Kicis para a Comissão de Constituição e Justiça, levou a deputada a se justificar. Segundo ela, as criticas quanto à sua capacidade articular propostas importantes que passam pela CCJ não tem fundamento.

"Quem fala isso, não me conhece. Tenho formação de mediadora. Fui vice-presidente da comissão por um ano inteiro. Negociei várias propostas importantes, inclusive com votos da esquerda. Nunca tive problema de conversar", disse.

A deputada bolsonarista é alvo de uma série de investigaçoes por participação em atos antidemocráticos no chamado inquérito das fake news, que apura a participação de pessoas e organizações na produção e disseminação em massa de notícias falsas sobre membros do STF (Supremo Tribunal Federal).

O clima contra a parlamentar esquentou também dentro do seu partido, o PSL. "Uma ala do PSL raiz passou a defender que o processo de expulsão da Bia seja concluído por causa da quebra de acordo na indicação à mesa diretora. Ela pode sair prejudicada por isso", afirmou o deputado Junior Bozella à CNN.

Ele se refere a uma ala ligada ao presidente da legenda, Luciano Bivar, que ameaça a escolha da deputada para a CCJ, sob alegação de que houve quebra de acordo firmado entre as alas bivaristas e bolsonaristas, que garantiria a Bivar a primeira secretaria da Câmara dos Deputados, sem enfrentar resistências. Em troca, não criaria empecilhos para ala que apoia o presidente Jair Bolsonaro comandar algumas das comissões mais importantes da casa.

Léo Motta, que também é do PSL, lançou candidatura contra Bivar - o que irritou o grupo bivarista.

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