Adams defende 'resgate de reputação' de empreiteiras

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse nesta quinta (5), que o modelo em estudo para acordos de leniência pode destravar as restrições de crédito às empresas investigadas na operação Lava Jato; "O resgate reputacional permite que a empresa possa manter suas atividades. E isso também repercute no crédito positivamente", justificou; o ministro disse que os acordos de leniência só poderão sair depois de definidos os valores a serem ressarcidos pelas empreiteiras; Adams defendeu o ressarcimento integral à Petrobras dos valores desviados pelas empresas

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse nesta quinta (5), que o modelo em estudo para acordos de leniência pode destravar as restrições de crédito às empresas investigadas na operação Lava Jato; "O resgate reputacional permite que a empresa possa manter suas atividades. E isso também repercute no crédito positivamente", justificou; o ministro disse que os acordos de leniência só poderão sair depois de definidos os valores a serem ressarcidos pelas empreiteiras; Adams defendeu o ressarcimento integral à Petrobras dos valores desviados pelas empresas
O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse nesta quinta (5), que o modelo em estudo para acordos de leniência pode destravar as restrições de crédito às empresas investigadas na operação Lava Jato; "O resgate reputacional permite que a empresa possa manter suas atividades. E isso também repercute no crédito positivamente", justificou; o ministro disse que os acordos de leniência só poderão sair depois de definidos os valores a serem ressarcidos pelas empreiteiras; Adams defendeu o ressarcimento integral à Petrobras dos valores desviados pelas empresas (Foto: Valter Lima)

247 - 

O advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, disse nesta quinta-feira (5), em encontro na Firjan, no Rio, que o modelo em estudo para acordos de leniência pode destravar as restrições de crédito às empresas investigadas na Operação Lava Jato. Ele afirma que uma vez que o processo é aprovado por todos os órgãos, inclusive pelo Tribunal de Contas, acontece um "resgate reputacional da empresa".

"O resgate reputacional permite que a empresa possa manter suas atividades. E isso também repercute no crédito positivamente. Minha conversa com o presidente Luciano Coutinho, do BNDES, tem a ver com um parecer que já emiti no passado sobre a questão da continuidade de empréstimos com essas empreiteiras e grupos econômicos", destacou.

Adams faz referência a um parecer da Procuradoria Geral do Banco Central, subordinada à AGU. O documento diz que os bancos públicos e privados podem continuar a oferecer empréstimos às empresas envolvidas na Lava Jato, desde que em condições de mercado e dentro das regras estabelecidas, considerando o acordo com o risco de cada companhia e sua capacidade de pagamento. Esse parecer foi citado na reunião com Coutinho, no final da tarde de quinta, após a ida de Adams à Firjan.

O ministro disse que os acordos de leniência só poderão sair depois de definidos os valores a serem ressarcidos pelas empreiteiras, o que será feito pela própria Petrobras na divulgação do balanço financeiro. Adams defendeu o ressarcimento integral à Petrobras dos valores desviados pelas empresas e que sejam seguidas regras de governança, afastamento executivos envolvidos e monitoramento das atividades das companhias. Esse acompanhamento seria feito por um auditor independente.

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