Adélio Bispo de Oliveira diz ter sido intimidado na prisão

Em audiência de custódia realizada, o autor da facada que atingiu o candidato a presidência Jair Bolsonaro, Adelio Bispo de Oliveira, afirmou de maneira confusa que sua motivação teve motivação política e religiosa; Adélio disse: "eu, como milhões de pessoas, pelo discurso da pessoa referida [Bolsonaro], me sinto ameaçado literalmente"; Bispo ainda alegou ter sido ameaçado na prisão e que temeu "ser estuprado por um negão"; assista ao depoimento

Adélio Bispo de Oliveira diz ter sido intimidado na prisão
Adélio Bispo de Oliveira diz ter sido intimidado na prisão

247 - Em audiência de custódia realizada, o autor da facada que atingiu o candidato a presidência Jair Bolsonaro, Adelio Bispo de Oliveira, afirmou de maneira confusa que sua motivação teve motivação política e religiosa. Adélio disse: "eu, como milhões de pessoas, pelo discurso da pessoa referida [Bolsonaro], me sinto ameaçado literalmente (...) Aquela certeza de que, cedo ou tarde, [ele] vai cumprir aquilo que está prometendo tão veementemente pelo país todo contra pessoas como eu exatamente". Bispo ainda alegou ter sido ameaçado na prisão e que temeu "ser estuprado por um negão".

A reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo destaca que "a pergunta sobre a motivação de Oliveira foi feita pela própria defesa, segundo vídeo da audiência divulgado pela revista Crusoé nesta segunda (10). No início da oitiva, a juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara da Justiça Federal de Juiz de Fora, explica que o objetivo não é falar do crime em si, mas das circunstâncias da prisão."

Adélio Bispo foi impreciso em algumas respostas e apresentou dificuldades em relatar passagens do episódio: "um incidente, um imprevisto, que terminou, digamos assim, de forma problemática. Discordâncias em certos pontos... Não saberia me expressar, mas o fato ocorreu. Houve um ferimento. Embora pretendíamos pelo menos dar uma resposta, um susto, alguma coisa dessa natureza e aconteceu".

Bispo ainda declarou: "fui preso depois de um certo incidente, houve um tumulto, uma confusão muito grande, fui espancado".

O agressor ainda relata que, logo após o ocorrido, foi levado para um estabelecimento comercial, que a polícia determinou que fosse aberto para apartá-lo da confusão. Ali, relata, foi interrogado e, depois, foi levado num carro de polícia até a delegacia da Polícia Federal de Juiz de Fora.

Ele ainda que houve policiais que o ameaçaram e tiveram tom autoritário. Ele conta ter levado um soco antes de entrar na viatura.

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