Advogados da Odebrecht dizem que ficaram a pão de queijo e água

Advogados dos executivos da Odebrecht que farão delação premiada na Lava Jato reclamaram do tratamento recebido dos procuradores da força-tarefa na quarta (23), quando estava marcada a assinatura do acordo de colaboração; dezenas de defensores, a maioria de fora de Brasília, passaram horas em um auditório sem que nenhum procurador fosse atendê-los ou qualquer satisfação pela demora; com fome e sem opções, grupo ficou a base de pão de queijo e água servido em evento no prédio

Marcelo Odebrecht
Marcelo Odebrecht (Foto: Giuliana Miranda)

247 - Advogados dos executivos da Odebrecht que farão delação premiada na Lava Jato reclamaram do tratamento recebido dos procuradores da força-tarefa na quarta (23), quando estava marcada a assinatura do acordo de colaboração. Dezenas de defensores, a maioria de fora de Brasília, passaram horas em um auditório sem que nenhum procurador fosse atendê-los ou qualquer satisfação pela demora. Com fome e sem opções, grupo ficou a base de pão de queijo e água servido em evento no prédio.

Informações são da Folha de S.Paulo. 

"Segundo um defensor que pediu para não ser identificado, ninguém dava satisfação sobre a demora. "Deixaram os advogados o dia todo lá e não tinha sequer um café para quem estava esperando", protestou um defensor que não quis ser identificado.

Quando a fome bateu, segundo ele, um grupo de advogados resolveu invadir um evento que acontecia numa sala ao lado do auditório, misturou-se aos convidados e atacou a mesa de salgadinhos. O pão de queijo matou a fome, disse o advogado.

Os procuradores haviam determinado que os advogados levassem para o dia da assinatura do acordo um pendrive contendo o depoimento e toda documentação relativa ao caso de cada réu.

Por volta do meio dia dois procuradores, enfim, foram até o auditório e disseram que a orientação sobre a entrega dos documentos da delação havia mudado. Eles não deveriam mais ser entregues digitalizados, como o combinado anteriormente, mas sim em papel. Todos os advogados, então, saíram para imprimir os documentos.

O motivo do sumiço dos procuradores da força-tarefa da Lava Jato era o impasse em relação ao valor da multa que a Odebrecht terá que pagar no acordo de leniência da empresa e o prazo para fazer esse pagamento.

A empresa gastou R$ 300 mil movimentando cerca de 100 executivos e advogados."

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