Agronegócio 'Jair se arrependeu' e diz que Ernesto ameaça o Brasil

O setor agropecuário está manifestando preocupação quanto às declarações do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre a relação do Brasil com a China. Associações que integram o Instituto Pensar Agro enviaram, como sugestão para a presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), uma carta a ser entregue ao chanceler expressando pontos de vista contrários ao que este defendeu em sua Aula Magna no Instituto Rio Branco

Agronegócio 'Jair se arrependeu' e diz que Ernesto ameaça o Brasil
Agronegócio 'Jair se arrependeu' e diz que Ernesto ameaça o Brasil

247 - O setor agropecuário está manifestando preocupação quanto às declarações do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, sobre a relação do Brasil com a China. Associações que integram o Instituto Pensar Agro enviaram, como sugestão para a presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), uma carta a ser entregue ao chanceler expressando pontos de vista contrários ao que este defendeu em sua Aula Magna no Instituto Rio Branco.

"A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) gostaria de externar a sua preocupação em relação às supostas declarações reproduzidas pelo noticiário nacional, nas quais teriam sido feitas afirmações no sentido de diminuir a importância das relações comerciais entre Brasil e China", diz a carta.

Em aula magna para os alunos do Instituto Rio Branco, na semana passada, o ministro falou, entre outros tópicos, sobre a relação diplomática com a China. "Queremos vender, por exemplo, soja e minério de ferro, mas nós não vamos vender a nossa alma. Isso é um princípio claro que temos muito presente", disse.

Reportagem publicada por O Estado de S.Paulo informa que a carta destaca que a China se tornou o principal parceiro comercial do País desde 2009. "O desenvolvimento da economia chinesa tem elevado as demandas dos produtos agrícolas brasileiros", diz a carta, ressaltando que o Brasil tem superávit de US$ 32 bilhões com os chineses e que os produtos mais exportados aos chineses são soja, celulose, carne bovina, frango, açúcar e algodão.

A carta assinala ainda que "o estabelecimento de uma agenda pautada no pragmatismo econômico é o único caminho possível para quem vislumbra o crescimento econômico de uma Nação".

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