AGU reconhece que mandado coletivo é polêmico, mas pode defender medida no STF

A advogada-geral da União, Grace Mendonça, reconhece que a necessidade de mandados de busca e apreensão coletivos por militares na intervenção federal no Rio de Janeiro é um tema polêmica, segundo o jornalista Gerson Camarotti; a chefe da AGU afirma, no entanto, que se for preciso, defenderá a medida no Supremo Tribunal Federal

Brasília - O presidente Michel Temer dá posse a Grace Mendonça como ministra-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), em cerimônia no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O presidente Michel Temer dá posse a Grace Mendonça como ministra-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), em cerimônia no Palácio do Planalto (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)

247 - A advogada-geral da União, Grace Mendonça, reconhece que a necessidade de mandados de busca e apreensão coletivos por militares na intervenção federal no Rio de Janeiro é um tema polêmica, segundo o jornalista Gerson Camarotti, da Globo.

A chefe da AGU afirma, no entanto, que se for preciso, defenderá a medida no Supremo Tribunal Federal. Ela alega que, por se tratar de ato de interventor federal, o caso terá de ser analisado pela Justiça Federal, e não por juízes estaduais.

"É um tema controverso, mas faremos a defesa da necessidade desses mandados até no Supremo Tribunal Federal", disse ela ao blog do jornalista no G1.

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, explicou mais cedo que há necessidade de mandados coletivos por conta da "realidade urbanística" do Rio, que favorece o deslocamento de eventuais alvos dos mandados. Os mandados vão abranger, segundo ele, em vez de um endereço específico, uma área inteira, como uma rua ou um bairro.

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