Ailanto foi criada só para organizar jogo no Bezerrão

Empresa ligada a Ricardo Teixeira, que levou R$ 9 milhes para fazer amistoso de Brasil x Portugal, no Estdio Bezerro, no Gama, em 2008, acusada de nunca antes ter promovido nenhum evento desse tipo e ter sido montada para embolsar recursos

Ailanto foi criada só para organizar jogo no Bezerrão
Ailanto foi criada só para organizar jogo no Bezerrão (Foto: Marcello Casal Jr./ABr (15.06.2010))

Brasília247 – A Ailanto Marketing – empresa que levou R$ 9 milhões para organizar a partida de futebol em inauguração do Estádio Bezerrão – foi criada somente para levar o amistoso Brasil x Portugal ao Gama, em Brasília, em 2008. A informação é do cartola Fábio Simão, em entrevista ai jornal Folha de São Paulo publicada neste sábado (25).

A empresa ligada ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, foi montada para poder receber o dinheiro do governo do Distrito Federal pelo intermédio da realização da partida, conforme informou a Folha. "Foi criada só para o jogo", disse o cartola. Para a Folha, a versão dele confirma a suspeita do Ministério Público de que a Ailanto nunca atuou no ramo antes desse jogo.

Em 2008, Simão era o presidente da Federação Brasiliense de Futebol, dirigia o projeto da Copa de 2014 em Brasília e era assessor do então governador José Roberto Arruda. Ele contou que, à época, procurou o presidente do Barcelona, Sandro Rosell, para pedir ajuda na negociação pelos direitos dos jogos, que haviam sido vendidos pela CBF a um grupo árabe. “O Sandro conhecia [os árabes]. Ele foi utilizado para os contatos porque o conheci quando chefiei a delegação brasileira na Europa.”

Simão disse ainda na matéria que: "A Ailanto foi criada por causa de uma burocracia. O governo não pode fazer remessa para o exterior porque é um órgão público. Tínhamos que pagar para uma empresa nacional, aí que essa empresa foi criada", disse. Na sexta-feira (24), a Folha mostrou que o Ministério Público do DF acusa a Ailanto de ter desviado R$ 1,1 milhão.

A federação de Brasília reteve o valor da bilheteria para pagar despesas do contrato do jogo. "O Ministério Público está enganado. Essas despesas não eram de responsabilidade da Ailanto", disse Simão. O chefe da assessoria de imprensa do Barcelona, Chemi Terés, informou que Sandro Rosell "não tem o que comentar sobre esta questão". Teixeira tem negado relações com a empresa.

Informações jornal Folha de São Paulo.

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