Ali Kamel diz que Globo é imparcial na Vaza-Jato e chama críticas de 'injustas'

Assim como defende que no Brasil não existe racismo - escreveu o livro 'Não Somos Racistas' -, Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, diz que o Jornal Nacional é imparcial na cobertura sobre os vazamentos de conversas do então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol

Ali Kamel diz que Globo é imparcial na Vaza-Jato e chama críticas de 'injustas'
Ali Kamel diz que Globo é imparcial na Vaza-Jato e chama críticas de 'injustas' (Foto: Marcia Ribeiro)

247 - Ali Kamel, diretor de jornalismo da Globo, rebateu as críticas e disse ser "injusta" a afirmação de que o Jornal Nacional tem feito uma cobertura parcial favorável ao ministro Sergio Moro ao abordar os vazamentos de conversas do então juiz Sergio Moro e o procurador Deltan Dallagnol.

Segundo ele, "é injusta" as críticas contra a emissora. A afirmação foi em resposta a uma análise feita por uma colunista da Folha de S. Paulo, Cristina Padiglione, sob o título: "Poupado pelo Jornal Nacional, Moro vira paródia no Zorra".

O artigo analisou as diferenças de abordagem entre o humorístico e o noticiário no caso do vazamento. Em resposta, Kamel critica a comparação de tempo feita entre os ministros do Supremo Tribunal Federal, STF, na edição de terça, quando o parecer de Luiz Roberto Barroso minimizando o impacto dos grampos sobre as sentenças da Lava Jato toma bem mais tempo que a soma do tempo consumido pelas declarações de Gilmar Mendes e Marco Aurélio Mello no sentido contrário.

Segundo ele, a análise erra ao não considerar a fala do advogado de Lula, Cristiano Zanin, na mesma reportagem.

No entanto, diferentemente de Kamel, a análise ressalta que a fala de Zanin deve ser comparada às falas de defesa consumidas pelo próprio Moro e por Dallagnol, que nesta fato são as partes envolvidas.

"Os diálogos publicados pelo Intercept foram exibidos em longas reportagens no Jornal Nacional (elas estão à disposição de todos no Globoplay para comprovação). A colunista alega, então, que o JN deu ênfase ao noticiário sobre as investigações da PF sobre o hackeamento de autoridades. Não é verdade, o JN noticiou a apuração da PF como era o seu dever", garante Kamel.

"O JN não é imune a críticas, mas não pode deixar sem resposta tentativa de estabelecer narrativas tão injustas", completa.

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