Ameaçada de morte, ativista dos direitos humanos deixa o país

Sofrendo diversos ataques e ameaças de morte por defender a descriminalização do aborto, a professora e antropóloga da Universidade de Brasília (UNB), Debora Diniz, teve de ser incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Governo Federal e foi forçada a deixar o país; "Chegaram ao ponto de cogitar um massacre na universidade caso eu continuasse dando aulas", afirmou a professora

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247 - Num ambiente de criminalização dos direitos humanos, a professora e antropóloga da Universidade de Brasília (UNB), Debora Diniz, teve de ser incluída no Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos do Governo Federal e foi forçada a deixar o país. Debora tem sofrido diversos ataques e ameaças de morte por defender a descriminalização do aborto até a 12º semana de gravidez. A informação é do site El País.

"Chegaram ao ponto de cogitar um massacre na universidade caso eu continuasse dando aulas. A estratégia desse terror é a covardia da dúvida. Não sabemos se são apenas bravateiros. Há o risco do efeito de contágio, de alguém de fora do circuito concretizar a ameaça, já que os agressores incitam violência e ódio contra mim a todo o momento", afirmou a antropóloga ao El País.

Para ela, a eleição de Jair Bolsonaro como presidente do país pode transformar militantes feministas e de direitos humanos em alvo constate de ataques e ameaças. Bolsonaro é conhecido pelo seu discurso contra pautas que defendem os direitos das mulheres e as garantias fundamentais.

"Orientadas por uma lógica religiosa messiânica, as políticas anunciadas pelo novo governo e a futura ministra [Damares Alves] colocam em risco os direitos das mulheres", declarou Debora em entrevista ao El País.

Damares, a futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, já disse que entre as pautas do ministério está a defesa da aprovação da "bolsa estupro" para mulheres que engravidem por consequência de violência sexual.

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