Anamatra desmonta tese de Bolsonaro sobre Justiça do Trabalho

O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra), Guilherme Guimarães Feliciano, expõe a importância da Justiça do Trabalho e ressalta que, ao contrário do que Bolsonaro declara, o trabalhador brasileiro "não é superprotegido" por essa instância; "A legislação trabalhista foi historicamente construída para proteger a parte do contrato que é subalternizada porque é mais fraca economicamente", ressalta em entrevista à TV 247; assista

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247 - O presidente da Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) e juiz do Trabalho, Guilherme Guimarães Feliciano, expõe a importância da Justiça do Trabalho e ressalta que, ao contrário do que o presidente Jair Bolsonaro declarou, o trabalhador brasileiro "não é superprotegido" nessa instância judicial. "A legislação trabalhista foi historicamente construída para proteger a parte do contrato que é subalternizada porque é mais fraca economicamente", ressalta, em entrevista à TV 247.

Feliciano esclarece que a Justiça do Trabalho não "vive de aventuras jurídicas" ou "possui um viés ideológico de sempre indicar o ganho de causa para o trabalhador", como é propagado por alguns setores da sociedade. 

O magistrado ressalta que existem vários maus empresários famosos, que sofrem centenas de processos trabalhistas, e que fazem a defesa do fim da justiça do Trabalho. "É importante sempre ter acesso aos antecedentes desses empresários, muitas vezes eles estão exteriorizando um ódio pessoal por condenações que sofreram", esclarece. 

"Já o bom patrão", prossegue Feliciano, "possui na Justiça do Trabalho um aliado". "Sem a segurança e fiscalização da Justiça, aqueles que a descumprem podem estabelecer um preço mais barato no produto, já que o custo de produção cai. Isso é uma concorrência desleal com o bom patrão", conclui. 

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