Ao elogiar torturador Ustra, Mourão cometeu crime previsto no Código Penal, aponta Damous

Advogado e ex-deputado Wadih Damous cobrou atuação do Ministério Público Federal contra o vice-presidente Hamilton Mourão, que chamou o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra de “homem de honra”

Wadih Damous
Wadih Damous (Foto: Ederson Casartelli)
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247 - O advogado e ex-deputado Wadih Damous (PT-RJ) afirmou neste domingo (11) que o vice-presidente Hamilton Mourão cometeu um crime previsto no Código Penal, ao defender o torturador Carlos Alberto Brilhante Ustra em entrevista  à TV alemã Deutsche-Welle.

"O artigo 287 do Código Penal tipifica como crime fazer, publicamente, apologia de fato criminoso ou de autor de crime. Mourão fez, ao enaltecer o torturador Brilhante Ustra. Na cúpula militar, silêncio de quem concorda. Estou esperando o MPF para oferecer a denúncia", disse Damous pelo Twitter

Em entrevista à agência alemã DW, Mourão fez uma defesa aberta do militar que se tornou o símbolo da torura no Brasil, o coronel Ustra, conhecido nos porões da ditadura como “dr. Tibiriçá” e considerado por Jair Bolsonaro como um herói. Ele morreu em 2015. Mourão afirmou que “tinha uma amizade muito próxima com esse homem”, que teria sido “um homem de honra”.

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