Ao pedir prisão, Janot confessa ter sido enganado, diz Fernando Brito

"A prisão preventiva que Janot pede parece destinada a prevenir a si próprio", diz o editor do Tijolaço sobre os pedidos de prisão de Joesley Batista, Ricardo e do seu ex-auxiliar na PGR Marcello Miler; "Afinal, não foi isso que ele próprio fez com quem sempre o respeitou e deu liberdade de ação, ao ser nomeado e  prestigiado por Dilma Rousseff,  que enfrentou o Senado por ele, com o fez por Fachin e Barroso, os mesmos que acham que ela decidia e nomeava  por interesses escusos?", questiona; "Resta a Janot dizer que foi trouxa ou que foi cúmplice. Dois papéis deprimentes para quem está para descer do palco e o fará escorraçado por um personagem vil como Gilmar Mendes"

A Comiss�o de Constitui��o e Justi�a do Senado, sabatina Rodrigo Janot Monteiro de Barros, indicado para ser reconduzido ao cargo de procurador-geral da Rep�blica (Marcelo Camargo/Ag�ncia Brasil)
A Comiss�o de Constitui��o e Justi�a do Senado, sabatina Rodrigo Janot Monteiro de Barros, indicado para ser reconduzido ao cargo de procurador-geral da Rep�blica (Marcelo Camargo/Ag�ncia Brasil) (Foto: Aquiles Lins)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - Rodrigo Janot pediu a prisão preventiva de Joesley Batista, seu capanga Ricardo Saud e do seu ex-braço-direito, o ex-procurador Marcelo Miller.

Mais que um pedido de prisão, é uma confissão do Procurador Geral da República.

A “esperança do Brasil” confessa, no mínimo,  que foi engambelado por uma trinca de espertalhões endinheirados.

Miller, o “braço direito”que Janot coloca agora como agente da JBS, não poderia ter fechado, dois meses depois de ter saído da PGR, o acordo com os açougueiros prósperos  sem que ele tivesse acompanhado desde o início.

Muito menos Janot poderia ter aceito pacificamente, durante meses, que seu auxiliar fosse trabalhar num escritório ligado à JBS como se isso fosse um acontecimento “natural”.

Só se fosse um imbecil – e não é – ou se a mudança de papel, a troco de dinheiro, fosse algo natural para Janot.

Rodrigo Janot, nos seus últimos dias, conseguiu atirar o Ministério Público no lixo.

Já era abjeto que funcionasse de acordo com suas “convicções” e não pela análise prudente e crítica dos fatos e informações.

É pior ainda se é incapaz de perceber que um de seus integrantes centrais, subitamente, deixa o cargo para se tornar sócio de escritório regiamente pago pelo delator mais importante de sua alçada.

A prisão preventiva que Janot pede parece destinada a prevenir a si próprio.

Janot nem sequer pode dizer que foi atraiçoado por quem confiou e prestigiou por anos a fio.

Afinal, não foi isso que ele próprio fez com quem sempre o respeitou e deu liberdade de ação, ao ser nomeado e  prestigiado por Dilma Rousseff,  que enfrentou o Senado por ele, com o fez por Fachin e Barroso, os mesmos que acham que ela decidia e nomeava  por interesses escusos?

Resta a Janot dizer que foi trouxa ou que foi cúmplice. Dois papéis deprimentes para quem está para descer do palco e o fará escorraçado por um personagem vil como Gilmar Mendes.

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