Apesar da crise econômica, Brasil tem maior gasto militar desde 2010

Apesar de crise econômica e política, país tem expansão de investimentos na área militar acima da média mundial, aponta relatório do Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri). Em 2017, despesas bélicas globais atingiram nível mais alto desde a Guerra Fria e o Brasil saltou de saltou de 13º, em 2016, para 11º no ranking dos países que mais investem no setor; Brasil desembolsou US$ 29,3 bilhões de dólares, em 2017, 6,3% mais do que em 2016, no primeiro aumento anual dos gastos militares brasileiros desde 2014 e o maior desde 2010

Rio de Janeiro - Forças Armadas fazem operação na Vila Aliança, em Bangu, zona oeste do Rio. Ação tem o objetivo de retirar barricadas colocadas para bloquear ruas (Tomaz Silva/Agência Brasil)
Rio de Janeiro - Forças Armadas fazem operação na Vila Aliança, em Bangu, zona oeste do Rio. Ação tem o objetivo de retirar barricadas colocadas para bloquear ruas (Tomaz Silva/Agência Brasil) (Foto: Paulo Emílio)

Deutsche Welle Brasil - Apesar de crise econômica e política, país tem expansão de investimentos na área militar acima da média mundial, aponta relatório. Em 2017, despesas bélicas globais atingiram nível mais alto desde a Guerra Fria.

Os gastos militares globais atingiram em 2017 o seu nível mais alto desde a Guerra Fria, com os Estados Unidos, a China e a Arábia Saudita no topo da lista, divulgou o Instituto Internacional de Pesquisa da Paz de Estocolmo (Sipri) nesta quarta-feira (02/05). O Brasil registrou um aumento nos gastos militares acima da média mundial, e saltou de saltou de 13º, em 2016, para 11º no ranking dos países que mais investem no setor.

De acordo com o relatório do instituto sueco de pesquisa, os gastos militares em todo o mundo totalizaram 1,73 trilhão de dólares em 2017 – o que representa um aumento de 1,1% em relação a 2016. Isso significa que foram gastos aproximadamente 230 dólares por habitante da Terra.

O Brasil desembolsou 29,3 bilhões de dólares, em 2017 – 6,3% mais do que em 2016. O valor representa 1,7% do montante gasto pelos 15 países que encabeçam a lista. Trata-se do primeiro aumento anual dos gastos militares brasileiros desde 2014 e o maior desde 2010.

Segundo o relatório, tal incremento "surpreende dada a atual turbulência econômica e política no país". O instituto cita que em 2017 o governo brasileiro afrouxou suas metas de déficit orçamentário até 2020 e liberou recursos adicionais (4,1 bilhões de dólares) para todos os principais setores, entre eles as Forças Armadas. 

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