Após reajuste, juízes vão ao STF para garantir auxílio-alimentação

Se não bastasse a aprovação do aumento salarial pelos ministros do STF, elevando o teto de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, dirigentes de associações que representam os juízes pretendem ir à Corte para tentar impedir o fim do auxílio-alimentação da magistratura, assim como fizeram com o auxílio-moradia; aumento gerou polêmicas diante da maior crise econômica do País

Após reajuste, juízes vão ao STF para garantir auxílio-alimentação
Após reajuste, juízes vão ao STF para garantir auxílio-alimentação (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

247 - Se não bastasse a aprovação do aumento salarial pelos ministros do Supremo Tribunal Federal, elevando o teto de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil, dirigentes de associações que representam os juízes pretendem ir à Corte para tentar impedir o fim do auxílio-alimentação da magistratura, assim como fizeram com o auxílio-moradia. A informação foi publicada pela coluna Painel. O primeiro a ouvir ao pleito foi o ministro Dias Toffoli. Agora, Ricardo Lewandowski deve receber os defensores do penduricalho.

O Judiciário terá o reajuste de 16,38% em 2019, aumentando o teto, após acordo entre Michel Temer e com o Supremo, em troca do fim do auxílio-moradia para a magistratura federal, no valor de R$ 4,7 mil.

De acordo com os jornalistas Mariana Carneiro e Julio Wiziack, os ministros do STF Dias Toffoli e Luiz Fux negociaram diretamente com Temer e definiram como o processo será conduzido. 

O aumento salarial pode gerar um efeito cascata, porque as remunerações da Corte servem de base para todo o Judiciário.

Segundo cálculos de técnicos da Câmara dos Deputados, o reajuste poderá implicar em mais R$ 930 milhões somente com despesas decorrentes deste aumento, valor que pode chegar a R$ 1,1 bilhão levando com consideração os servidores do Executivo com rendimentos atrelados ao teto do Supremo.

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