Conselho Federal de Medicina autoriza hidroxicloroquina em situações específicas

Após reunião com Bolsonaro, entidade informou que apesar de não haver comprovação científica sobre a eficácia da substância contra a Covid-19, o medicamento poderá ser administrado em determinadas situações, como nos estágios iniciais da doença

Estudo desmonta o discurso de Jair Bolsonaro a favor do medicamento
Estudo desmonta o discurso de Jair Bolsonaro a favor do medicamento (Foto: ABR)
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247 - Após uma reunião com Jair Bolsonaro e o ministro da Saúde, Nelson Teich, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz Britto Ribeiro, disse que apesar de não haver comprovação científica de que a hidroxicloroquina seja eficaz no tratamento da Covid-19, a droga poderá ser administrada em determinadas situações, como nos estágios iniciais da doença e em tratamento domiciliar. 

Segundo Ribeiro, a decisão do CFM em liberar os médicos para usar o medicamento é uma “autorização” e não uma “recomendação”. Ele também disse que a entidade é contra o uso da substância como tratamento preventivo contra o novo coronavírus. Bolsonaro, assim como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defende o uso da cloroquina e da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, apesar da falta de estudos que atestem a eficácia destas drogas.  

“Não existe nenhuma evidência científica forte que sustente o uso da hidroxicloroquina para o tratamento da Covid. É uma droga utilizada para outras doenças já há 70 anos, mas em relação ao tratamento da Covid não existe nenhum ensaio clínico prospectivo e randomizado, feito por grupos de pesquisadores de respeito, publicados revistas de ponto, que aponte qualquer tipo de benefício do uso da hidroxicloroquina no tratamento”, disse o presidente do CFM. 

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