Aposentada aborda Guedes na rua: o que farão com a Previdência? estamos passando necessidade

O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, foi abordado nesta manhã por uma aposentada carioca que lhe pediu que diga ao presidente Jair Bolsonaro que "cumpra suas promessas sobre a reforma da Previdência , porque foi por isso que votamos nele". Guedes, no entanto, ludibriou a aposentada garantindo "que a reforma irá cortar privilégios" omitindo que a proposta irá beneficiar o grande capital em detrimento dos mais pobres 

Aposentada aborda Guedes na rua: o que farão com a Previdência? estamos passando necessidade
Aposentada aborda Guedes na rua: o que farão com a Previdência? estamos passando necessidade (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
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247 - O ministro da Fazenda, Paulo Guedes, foi abordado na manhã desta sexta-feira por uma aposentada carioca que lhe pediu que diga ao presidente Jair Bolsonaro que "cumpra suas promessas sobre a reforma da Previdência , porque foi por isso que votamos nele". Guedes havia acabado de se reunir com o economista Carlos Langoni, na sede do Ministério da Fazenda, no Rio, e se preparava para receber seu colega de pasta argentino, Nicolás Dujovne. A reportagem é do O Globo. 

— Ministro, ministro, o que vocês vão fazer com a reforma da Previdência? Estamos passando necessidade, ministro — disse a aposentada a Guedes, na porta da garagem do ministério. Quando ouviu os gritos, o ministro virou e fez questão de responder:

— Fique traquila, fique tranquila, só vamos cortar os privilégios.

A aposentada agradeceu e pediu a Guedes que "por favor, diga ao presidente Bolsonaro que votamos nele por isso".

O ministro fez um gesto de afirmação com a cabeça e voltou a entrar no prédio, onde já o esperava Dujovne, que saiu de Buenos Aires, capital argentina, em meio a fortes turbulências financeiras para conversar com o colega brasileiro.

Só privilégios?
Apesar da tentativa do ministro de tranquilizar a aposentada, fato é que a proposta enviada pelo governo para a reforma da Previdência não corta apenas privilégios. Um dos pontos mais polêmicos do texto, por exemplo, é a redução do valor do benefício assistencial (BPC), pago a idosos a partir de 65 anos em situação de miserabilidade. Hoje, o BPC equivale a um salário mínimo (R$ 998), e a proposta prevê a redução para R$ 400, com a antecipação da idade de recebimento para 60 anos.

Além disso, a proposta do governo estabelece que trabalhadores só poderão se aposentar com o valor total do benefício após 40 anos de contribuição. É possível se aposentar antes, mas as regras de transição garantem apenas 60% do benefício, com acréscimo de 2% por ano que ultrapasse os 20 anos de contribuição.

O secretário de Previdência, Rogério Marinho, divulgou na última quinta-feira os dados da economia projetada com a reforma da Previdência, que prevê um valor global de R$ 1,236 trilhão em 10 anos. Desse total, R$ 807,9 bilhões são relativos às mudanças para os trabalhadores que contribuem para o INSS.

A proposta do governo reduz também a pensão por morte. Quem vier a receber o benefício após a aprovação da reforma terá direito apenas a 60% do valor, mais 10% por dependente.

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