Aragão: TRF assumiu as dores de Moro contra Lula

Durante a reunião da Executiva Nacional do PT, Eugênio Aragão, advogado e ministro da Justiça do governo Dilma, analisou os aspectos jurídicos da condenação do ex-presidente Lula em segunda instância; Para o ex-ministro, a corte se portou como de forma parcial. "O tribunal assumiu as dores do juiz federal Sérgio Moro. Na maior parte do tempo, os três desembargadores agiram como advogados de Moro"

Brasília - Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, durante o lançamento do Guia de Recomendações para Atuação das Forças de Segurança Pública em Partidas de Futebol (José Cruz/Agência Brasil)
Brasília - Ministro da Justiça, Eugênio Aragão, durante o lançamento do Guia de Recomendações para Atuação das Forças de Segurança Pública em Partidas de Futebol (José Cruz/Agência Brasil) (Foto: Charles Nisz)

247 - Durante a reunião da Executiva Nacional do PT, Eugênio Aragão, advogado e ministro da Justiça do governo Dilma, analisou os aspectos jurídicos da condenação do ex-presidente Lula em segunda instância. Para Aragão, as próximas duas semanas serão "cruciais", por conta dos desdobramentos dos recursos da defesa de Lula. .

Para o ex-ministro, a corte se portou como de forma parcial. "O tribunal assumiu as dores do juiz federal Sérgio Moro. Na maior parte do tempo, os três desembargadores agiram como advogados de Moro”, acrescentou.

Aragão afirmou ainda que os embargos "muito provavelmente serão rejeitados" e mostrou preocupação com uma possível prisão imediata de Lula. O desembargador Leandro Paulsen, revisor do processo de Lula no TRF-4, disse que a prisão ocorrerá após a análise dos embargos do ex-presidente.

Segundo o ex-ministro, a defesa pode apelar ao Supremo Tribunal Federal (STF) e apontar que o TRF-4 adota visão divergente da do Supremo. O STF considera hoje que a prisão pode ocorrer após o término da tramitação em segunda instância, mas não a coloca como uma decisão obrigatória.

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