Aras diz que recebe com tranquilidade pedido de Toffoli por dados do MPF

Em nota, o procurador-geral da República, Augusto Aras, disse que recebeu “com tranquilidade” decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, sobre o uso de informações de agentes do MP que acessaram relatórios da Unidade de Inteligência Financeira do Banco Central

 Brasilia DF 01 10 2019 O procurador-geral da República, Augusto Aras, preside a 8ª sessão ordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF)José Cruz/Agência Brasil
Brasilia DF 01 10 2019 O procurador-geral da República, Augusto Aras, preside a 8ª sessão ordinária do Conselho Superior do Ministério Público Federal (CSMPF)José Cruz/Agência Brasil (Foto: José Cruz/Agência Brasil)
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Reuters - O procurador-geral da República, Augusto Aras, disse em nota divulgada neste sábado que recebeu “com tranquilidade” decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, que determinou que o Ministério Público Federal (MPF) encaminhe à corte informações sobre agentes do órgão que acessaram relatórios da Unidade de Inteligência Financeira do Banco Central.

Na decisão, Toffoli também negou pedido de Aras para revogar uma decisão que havia tomado anteriormente e que lhe deu acesso a Relatórios de Inteligência Financeira (RIF) elaborados nos últimos três pela UIF, que substituiu o antigo Coaf. O presidente do Supremo também deu prazo até às 18h de segundo para que a UIF encaminhe uma série de informações à corte sobre acessos a RIFs.

“O procurador-geral da República, Augusto Aras, recebeu com tranquilidade as considerações apresentadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, para que o Ministério Público Federal (MPF) forneça voluntariamente informações acerca de cadastro e acesso de membros da instituição a Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs)”, afirma a nota.

“A instituição atua de forma transparente na busca de quaisquer indícios que possam servir de prova nos procedimentos investigativos em curso.”

A polêmica em torno do acesso por integrantes do Ministério Públicos a relatórios sobre movimentações financeiras suspeitas elaborados pelo antigo Coaf, agora Unidade de Inteligência Financeira do BC, envolve o caso do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro, e de seu ex-assessor Fabrício Queiroz, investigados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro com base em movimentações financeiras suspeitas apontadas pelo então Coaf.

O senador alega que teve seu sigilo bancário quebrado sem ordem judicial e Toffoli atendeu a pedido de sua defesa para suspender as investigações.

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