Aras vai pra cima de bolsonaristas para conter isolamento interno

O Procurador-Geral da República está em processo de aproximação com o Supremo Tribunal Federal. Utiliza a tática dos elogios à alta corte e endurece medidas contra bolsonaristas

Procurador-geral da República, Augusto Aras
Procurador-geral da República, Augusto Aras (Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF)
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247 - O procurador-geral da República, Augusto Aras, usou o inquérito dos atos antidemocráticos para investigar aliados do presidente Jair Bolsonaro e mandar sinais de isenção à própria categoria e ao STF.

A PGR fechou o cerco aos organizadores dos protestos que pediam fechamento do Congresso e do Supremo e realizou ações contra deputados e apoiadores do governo. Além disso, agiu com celeridade no caso dos fogos de artifícios lançados em direção à sede da corte, informa o jornalista Matheus Teixeira na Folha de S.Paulo.

O Supremo acolhe com satisfação a nova postura de Aras em nome de uma boa interlocução com a PGR.

A punição dos bolsonaristas que atacam o STF depende diretamente do procurador-geral. 

A disputa com a força-tarefa da Lava Jato também ajuda a melhorar a relação com o STF, principalmente com a ala da corte crítica à operação, diz a reportagem.

Nas últimas semanas, Aras sofreu quatro derrotas nas eleições para o Conselho Superior do Ministério Público Federal e perdeu a maioria no colegiado responsável por diversas definições importantes do órgão. Esse isolamento interno explica a mudança de tática do procurador-geral. 

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