Arqueólogo Raoni Valle sofre atentado na Amazônia

O doutor em Arqueologia Raoni Bernardo Maranhão Valle, 41 anos, foi alvo do atentado em casa de Alter do Chão, Pará, quando dois homens (possivelmente 3) com rostos encobertos portando "garruchas", espingardas adaptadas de cano serrado, atiraram contra o arqueólogo

O doutor em Arqueologia Raoni Bernardo Maranhão Valle, 41 anos, foi alvo do atentado em casa de Alter do Chão, Pará, quando dois homens (possivelmente 3) com rostos encobertos portando "garruchas", espingardas adaptadas de cano serrado, atiraram contra o arqueólogo
O doutor em Arqueologia Raoni Bernardo Maranhão Valle, 41 anos, foi alvo do atentado em casa de Alter do Chão, Pará, quando dois homens (possivelmente 3) com rostos encobertos portando "garruchas", espingardas adaptadas de cano serrado, atiraram contra o arqueólogo (Foto: Aquiles Lins)

Por Zezé Weiss, do Xapuri News - Raoni Bernardo Maranhão Valle, 41 anos, doutor em Arqueologia, mestre em História com área de concentração em Pré-História, pesquisador no Seridó Potiguar e Paraibano e no Semiárido Pernambucano no início da carreira, na segunda metade dos anos 90, podia ter seguido investigando os registros rupestres do Nordeste.

Tivesse ficado por ali, talvez Raoni Valle não fosse alvo do atentado que sofreu na noite do último dia 09 de março na varanda de  sua casa de Alter do Chão, no estado do Pará, quando dois homens (possivelmente 3) com rostos encobertos portando "garruchas", espingardas adaptadas de cano serrado, atiraram contra o arqueólogo.

Imediatamente, ao perceber a invasão, o pesquisador se atracou com os dois homens. O primeiro disparou contra seu rosto, mas o cartucho explodiu dentro da arma. O segundo ainda mirou mas antes que disparasse, Raoni mergulhou embaixo de sua mesa de trabalho em seu escritório, virando a mesa por cima dos meliantes lhes empurrando contra ela para fora de casa, gritando por socorro. O tiro e seus gritos alertaram moradores e a dupla fugiu. Ainda um terceiro elemento havia sido encurralado por sua esposa e pelo seu cachorro e ao ser ameaçado pelos dois evadiu-se. O pesquisador sequer viu o terceiro homem.

Mas não, Raoni Valle foi parar nas regiões de conflito da Amazônia, e se aproximou dos povos indígenas e das populações extrativistas da floresta.  Desde 2005, o arqueólogo realiza levantamentos fotográficos de sítios rupestres nas bacias do Rio Negro, Branco, Jaú, Jauaperi, Tapajós e Erepecuru.

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