Articulador do partido de Bolsonaro defende a volta do financiamento empresarial de campanhas

Luís Felipe Belmonte, articulador do partido de Bolsonaro, o Aliança pelo Brasil, defendeu "restabelecer o financiamento privado, só que com algumas regras". Em 2018, o advogado que foi filiado ao PSDB desembolsou R$ 3,9 milhões para apoiar diversas candidaturas, sendo o segundo maior doador individual

(Foto: Reprodução)
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247 - O advogado Luís Felipe Belmonte, considerado como um dos principais articuladores do partido Aliança pelo Brasil, de Jair Bolsonaro, endossou  discurso contra o fundo eleitoral, mas defendeu a volta do financiamento empresarial de campanhas.

“Para mim, está claro que o dinheiro público não pode ser usado para favorecimento de partidos nem políticos”, disse ele, em entrevista à Folha.

Ex-filiado ao PSDB, Belmonte se elegeu primeiro suplente do senador Izalci Lucas (PSDB-DF), e, segundo a Folha, ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) declarou ter patrimônio de R$ 65,8 milhões.

"Restabelecer o financiamento privado, só que com algumas regras muito claras e bem definidas que preservem o princípio da moralidade pública. Primeiro é esse: voto distrital e voto facultativo. Além disso, é preciso estabelecer que cada doador só pode doar para uma única pessoa na mesma base eleitoral. Não dá para apostar em dez e, quem ganhar, é com aquele que estou, entende?", disse.

No entato, em 2018, o advogado desembolsou R$ 3,9 milhões para apoiar diversas candidaturas, sendo o segundo maior doador da disputa, atrás apenas do empresário Rubens Ometto, da Cosan.

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