Ataque de Guedes à China espalha temor de reação do principal parceiro comercial do Brasil

Depois de ter feito afirmações depreciativas sobre a China na reunião ministerial de 22 de abril, o ministro da Economia Paulo Guedes está receoso de que vazem outras falas em que o principal parceiro comercial do Brasil é atacado. A ala militar do governo tem a mesma preocupação

Paulo Guedes fez afirmações depreciativas sobre a China na reunião de 22 de abril
Paulo Guedes fez afirmações depreciativas sobre a China na reunião de 22 de abril (Foto: ABR | Reuters)
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247 - O ministro da Economia Paulo Guedes e setores das Forças Armadas estão receosos de que todas as falas em que ministros atacaram a China na reunião de 22 de abril venham a público, causem crise diplomática e afetem o comércio exterior brasileiro. 

Em um dos trechos revelados, Paulo Guedes diz que a China deveria financiar uma espécie de Plano Marshall para os países atingidos pelo novo coronavírus.

"A China [trecho omitido] deveria financiar um Plano Marshall para ajudar todo mundo que foi atingido", disse o ministro sobre planos de recuperação econômica em resposta à crise da Covid-19.

Em outro momento da reunião, Guedes afirmou que o Brasil tem de "aguentar" o país asiático por ser o maior comprador de produtos brasileiros hoje. "A China é aquele cara que você sabe que você tem de aguentar, porque, para vocês terem uma ideia, para cada um dólar que o Brasil exporta pros Estados Unidos, exporta três pra China", ressaltou.

Os jornalistas Gustavo Uribe e Bernardo Caram informam na Folha de S.Paulo que o governo está apreensivo com a possibilidade de vazar o conjunto das afirmações de ministros ofensivas à China. A ala militar e a equipe econômica ainda temem uma crise com o maior parceiro comercial do Brasil. Na avaliação deles, isso pode criar um incidente diplomático que afetaria a relação comercial entre os dois países, ressalta a reportagem.

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