Até os bispos apelam a Gilmar pelo fim das doações privadas

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), junto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pediu nesta quarta-feira 25 a retomada do julgamento sobre a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas, travado há quase um ano por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes; os representantes das entidades reuniram-se com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski; "Estamos vendo a realidade nua e crua da influência do financiamento das empresas. Estamos todo dia no noticiário e gostaríamos de ver resolvida essa questão. Creio que Supremo poderá nos dar luz e ajudar a sociedade", disse o secretário-geral da CNBB, Leonardo Steiner  

www.brasil247.com - A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), junto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pediu nesta quarta-feira 25 a retomada do julgamento sobre a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas, travado há quase um ano por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes; os representantes das entidades reuniram-se com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski; "Estamos vendo a realidade nua e crua da influência do financiamento das empresas. Estamos todo dia no noticiário e gostaríamos de ver resolvida essa questão. Creio que Supremo poderá nos dar luz e ajudar a sociedade", disse o secretário-geral da CNBB, Leonardo Steiner
 
A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), junto com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), pediu nesta quarta-feira 25 a retomada do julgamento sobre a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas, travado há quase um ano por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes; os representantes das entidades reuniram-se com o presidente do STF, Ricardo Lewandowski; "Estamos vendo a realidade nua e crua da influência do financiamento das empresas. Estamos todo dia no noticiário e gostaríamos de ver resolvida essa questão. Creio que Supremo poderá nos dar luz e ajudar a sociedade", disse o secretário-geral da CNBB, Leonardo Steiner   (Foto: Gisele Federicce)
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Por André Richter, da Agência Brasil

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediram nesta quarta-feira 25 a retomada do julgamento sobre a proibição de doações de empresas privadas para campanhas políticas. Os representantes das entidades reuniram-se com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Ricardo Lewandowski.

O julgamento foi interrompido em abril do ano passado, por um pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, quando o placar estava seis votos a um pelo fim de doações de empresas para candidatos e partidos políticos. Após a reunião, Lewandowski enviou o pedido das entidades para Mendes.

Segundo o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinícius Furtado Coêlho, o atual sistema político, com a prevalência do poder econômico, não pode continuar.

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"Entendemos que é importante para o Brasil uma definição da matéria para que possamos todos ter, após essa definição, adoção dos caminhos necessários ao Brasil, disse. Para ele, é preciso "construir consensos e aprovar reforma política que melhore o sistema político", disse.

O secretário-geral da CNBB, Leonardo Steiner, disse que as entidades fariam uma vigília, ontem à noite, em frente ao Supremo. Segundo ele, seriam acesas 365 velas para lembrar um ano do pedido de vista do ministro Gilmar Mendes.

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"Estamos vendo a realidade nua e crua da influência do financiamento das empresas. Estamos todo dia no noticiário e gostaríamos de ver resolvida essa questão. Creio que Supremo poderá nos dar luz e ajudar a sociedade", disse Steiner.

Participaram do encontro representantes do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), da União Nacional dos Estudantes (UNE), entre outras entidades.

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Na semana passada, os deputados federais Jorge Solla (PT-BA) e Henrique Fontana (PT-RS) entraram com uma representação contra Gilmar Mendes no Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Os parlamentares alegam que Mendes deve responder a processo administrativo pela demora na conclusão do voto.

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