Auler: começam perseguições e denuncismos. Bolsonaro se cala

Jornalista Marcelo Auler avalia que o discurso de ódio Jair Bolsonaro inflamou seus seguidores, muitos dos quais, desde o primeiro turno da campanha, saíram perseguindo gays, negros, ou meros eleitores dos adversários, notadamente os que votaram no PT; "Na noite do domingo, o já presidente eleito até prometeu garantir as liberdades, em discurso, pronto para ser lido à frente das câmaras. O discurso, por mais boa vontade que se possa ter, soou falso"

Auler: começam perseguições e denuncismos. Bolsonaro se cala
Auler: começam perseguições e denuncismos. Bolsonaro se cala

Por Marcelo Auler, em seu blog - Nesta eleição o medo dominou grande parte da sociedade. Medo do retrocesso político, com as ameaças que o presidente, enfim eleito, Jair Messias Bolsonaro, fez questão de espalhar, juntamente com seus seguidores, entre os quais, os que lhes são mais próximos: seus filhos. De certa forma, seu discurso de ódio inflamou seus seguidores, muitos dos quais, desde o primeiro turno da campanha, saíram perseguindo gays, negros, ou meros eleitores dos adversários, notadamente os que votaram no PT, como ocorreu com o Mestre de capoeira, o baiano Romualdo Rosário da Costa, de 63 anos, na noite do domingo (07/10), em que se realizou o primeiro turno.

Na noite do domingo (28/10) em que as urnas confirmaram sua eleição, o já presidente eleito até prometeu garantir as liberdades, em discurso, pronto para ser lido à frente das câmaras. Falou que "liberdade é um princípio fundamental. Liberdade de andar nas ruas. Liberdade de ir e vir em todos os lugares. Liberdade de empreender. Liberdade política e religiosa. Liberdade de informar e ter opinião. Liberdade de fazer escolhas e ser respeitado por elas. Este é um país de todos nós, brasileiros natos e de coração. Brasil de diversas opiniões, cores e orientações".

O discurso, por mais boa vontade que se possa ter, soou falso. Simplesmente por ter sido precedido de uma mensagem enviada diretamente aos seus seguidores, pelas redes sociais, na qual ele insistiu na bandeira de perseguição ideológica reafirmando que “não poderíamos mais continuar flertando com socialismo, comunismo, populismo e extremismo da esquerda.” Não foi uma fala dirigida à Nação, mas um discurso ao seu grupo.

Leia o texto na íntegra no Blog de Marcelo Auler

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