Auxiliares de Bolsonaro dizem que indicação para embaixada foi "balão de ensaio"

Segundo auxiliares de Jair Bolsonaro, o presidente fez apenas um "teste" de temperatura para medir a repercussão da possível indicação do filho, Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), como embaixador do Brasil nos EUA; porém, os auxiliares admitem que avaliam uma eventual contestação da indicação na Justiça

(Brasília - DF, 11/07/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro fala com a imprensa após a solenidade.\rFoto: Carolina Antunes/PR
(Brasília - DF, 11/07/2019) Presidente da República, Jair Bolsonaro fala com a imprensa após a solenidade.\rFoto: Carolina Antunes/PR

247 - Jair Bolsonaro soltou um "balão de ensaio" ao aformar que cogitava indicar o filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), para a embaixada brasileira nos Estados Unidos. Diante de repercussão negativa, auxiliares do presidente dizem agora que o anúncio da indicação foi apenas para "testar' a receptividade da ideia de ter o 03, como chama o terceiro dos seus herdeiros, em um dos postos mais importantes da diplomacia brasileira. 

Segundo reportagem do jornal O Globo, a cogitação gerou mais desgaste ao governo Bolsonaro e os auxiliares tentam medir a extensão do estrago. Apesar de dizer que foi apenas um "teste", os auxiliares também avaliam uma eventual contestação da indicação na Justiça.

"O resultado desta análise pode fazê-lo recuar da sua intenção. Para estes mesmos auxiliares técnicos, neste momento, o declínio da ideia "parece o mais provável", embora admitam que o presidente 'sempre pode surpreender'", diz o jornal.

O ministro da Secretaria de Governo (Segov), general Luiz Eduardo Ramos, afirmou aos jornalistas que o presidente poderia ter esperado ao menos uma semana para anunciar a possível  indicação do filho para evitar a repercussão em meio à votaçãdo reforma da Previdência na Câmara. Ramos disse ainda que o presidente manifestou apenas a intenção de indicar o filho e citou como exemplo outros recuos do presidente que não se concretizaram, como a proposta de transferir a embaixada em Israel para Jerusalém.

"Meu amigo Bolsonaro tem esses momentos. Vou citar a famosa "vou levar embaixada pra Jerusalém". Eu pergunto: hoje está onde? Em Tel Aviv. Ele manifestou uma intenção", declarou.

Neste sábado (13), o presidente se reuniu com o filho Eduardo Bolsonaro no Palácio da Alvorada por cerca de uma hora e meia. Na sexta, Bolsonaro se encontrou com os ministros Jorge Oliveira, chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, e André Luiz de Almeida, da Advocacia-Geral da União (AGU). Os dois são considerados os principais conselheiros de Bolsonaro na área jurídica. A assessoria da Secretaria-Geral negou que o tema da reunião tenha sido a indicação de Eduardo.

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