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Bancada do PT acionará PGR contra Mário Frias por suspeita de rachadinha

Partido pede investigação sobre pagamentos ligados ao gabinete de Mário Frias e emenda ao filme Dark Horse

Deputado federal Mário Frias (PL-SP) (Foto: Agência Câmara)
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247 - A bancada do PT na Câmara dos Deputados vai apresentar uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) e uma representação ao Conselho de Ética contra o deputado Mario Frias (PL-SP), após a revelação de suspeitas de prática de “rachadinha” em seu gabinete. O partido também pretende pedir apuração sobre uma emenda destinada ao filme “Dark Horse”, produção sobre a trajetória de Jair Bolsonaro.

A iniciativa ainda está em fase de elaboração e deve reunir diferentes pontos contra o parlamentar, incluindo o caso segundo o qual uma ex-funcionária do gabinete teria devolvido parte de seu salário ao então chefe de gabinete de Frias e a familiares dele.

De acordo com a denúncia mencionada pela bancada petista, entre fevereiro de 2023 e março de 2024, a ex-servidora também teria arcado com despesas de parentes do deputado. A suspeita levantada pelo PT é de que o caso configure desvio de recursos públicos por meio da retenção de parte da remuneração de assessores, prática conhecida como “rachadinha”.

Além desse episódio, os deputados petistas querem que a PGR e o Conselho de Ética investiguem a destinação de emenda parlamentar de Frias ao filme “Dark Horse”, sobre a vida de Jair Bolsonaro. Em nota à imprensa, parlamentares do partido afirmaram ver “indícios de lavagem de dinheiro” nas transações relacionadas ao projeto.

A representação também deverá incluir a viagem de Mario Frias ao Bahrein, no Golfo Pérsico. Segundo os petistas, o deputado teria deixado o país sem autorização da Mesa da Câmara. Para a bancada, a conduta violaria o regimento interno da Casa, que exige “comunicação prévia de ausência do país, com informação sobre a natureza e o período do afastamento”.

O caso ocorre em meio à repercussão política do escândalo financeiro envolvendo o Banco Master. O PT tenta vincular o episódio a integrantes do campo bolsonarista, especialmente após a revelação de que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, pediu dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar a produção do filme sobre Jair Bolsonaro.

A notícia-crime à PGR e a representação ao Conselho de Ética ainda não haviam sido formalizadas. Procurado por meio de sua assessoria, Mario Frias não se manifestou.

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