Barroso: combater fake news com decisão judicial é uma fantasia

O ministro do STF Luís Roberto Barroso não aposta que o Judiciário vá combater o impacto de fake news nas eleições de 2020. "A ideia de que você possa combater as fake news por decisão judicial é uma fantasia", disse. Notícias falsas foram determinantes para a eleição de Jair Bolsonaro e segue como ferramenta da família dele para difamar adversários políticos

Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso.
Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. (Foto: Luís Roberto Barroso)
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247 - O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso afirmou  que decisões judiciais não serão suficientes para combater as fake news nas eleições municipais de 2020. Atual vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Barroso estará no comando da corte durante as eleições para as prefeituras, marcadas para outubro. 

"A ideia de que você possa combater as fake news por decisão judicial é uma fantasia", disse. Os relatos foram concedidos ao programa de entrevistas da Folha de S.Paulo e do UOL, gravado em um estúdio das duas Redações em Brasília. 

O tema "fake news" voltou a ganhar destaque na imprensa em 2018, quando houve uma campanha ilegal que se baseou na divulgação de fake-news (notícias falsas) no WhatsApp para prejudicar o então presidenciável Fernando Haddad (PT). Conforme denunciou uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo, cada contrato chega a R$ 12 milhões e, entre as empresas compradoras, está a Havan. 

Na entrevista, o ministro do STF também afirmou que o fundo eleitoral de dinheiro público de R$ 2 bilhões custará menos do que o potencial de corrupção do financiamento privado. 

"O financiamento público é melhor porque custa menos do que o potencial de corrupção e de decisões erradas que se tomam pelas motivações erradas do financiamento privado", complementou.

Barroso também classificou como "retrocesso" o fim da prisão após condenação em segunda instância. "Essa decisão fez que nós fugíssemos do padrão mundial de justiça criminal. Agora, participo de um órgão colegiado, preciso respeitar a posição da maioria, na vida temos que saber ganhar e perder".

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