Bloqueio do MEC atinge mestrado e doutorado

O contingenciamento de R$ 7,4 bilhões do Ministério da Educação, chefiado por Abraham Weintraub, já começa a ser sentidos nos cursos de mestrado e doutorado; a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai congelar neste semestre bolsas que estão ociosas e reduzir aquelas que são concedidas em instituições mal avaliadas

Bloqueio do MEC atinge mestrado e doutorado
Bloqueio do MEC atinge mestrado e doutorado (Foto: Divulgação)

247 - O contingenciamento de R$ 7,4 bilhões do Ministério da Educação já começa a ser sentidos nos cursos de mestrado e doutorado. A Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) vai congelar neste semestre bolsas que estão ociosas e reduzir aquelas que são concedidas em instituições mal avaliadas. A Capes também encerrará o programa Idiomas Sem Fronteiras, que havia sido criado na esteira do Ciência sem Fronteiras. A coordenação não informou quantas bolsas serão atingidas com as medidas, mas a conta é reduzir inicialmente R$ 150 milhões dos R$ 3,4 bilhões destinados para a atividade.

De acordo com o jornal O Estado de S.Paulo, será preservado neste primeiro momento o pagamento de bolsas para formação de professores de educação básica. Atualmente, são 107.260 bolsistas. Nos registros da Capes, havia em fevereiro deste ano 92.253 bolsistas na pós-graduação. Os auxílios repassados estão há anos sem reajuste. Para mestrado, o valor mensal é de R$ 1,5 mil; para doutorado, é de R$ 2,2 mil.

Pesquisadores iniciarão uma movimentação no Congresso, para blindar a área e obter, por meio de emendas parlamentares, recursos para o setor. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, Academia Brasileira de Ciência e A Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) pretendem a partir desta segunda-feira, 6, fazer um trabalho de convencimento entre parlamentares, para mostrar o risco que envolve a redução de investimentos em pesquisas no País. "A ciência está com a corda no pescoço", resumiu o presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Ildeu Castro Moreira.

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