Boff: ‘denúncia contra Lula me faz recordar os tribunais nazistas’

O escritor Leonardo Boff criticou a denúncia do MPF no Paraná contra o ex-presidente Lula por corrupção, após o procurador Henrique Pozzobon admitir que não existem provas cabais de que o petista era o proprietário do  tríplex, no Guarujá (SP), e Deltan Dallagnol usar o termo "convicção" para justificar a denúncia; "Se o Reinaldo Azevedo da FSP-VEJA critica o show de Dalagnol é sinal que deve ser errado mesmo.Os promotores usam o poder como autopromoção", disse Boff no Twitter; segundo ele, a fala de Dallagnol sobre Lula o "faz recordar os tribunais nazistas"; "Não importavam as provas, só as convicções dos acusadores e juízes"

Leonardo Boff (te�logo, escritor e professor universit�rio), C�sar Cristiano de Lima (subsecret�rio de gest�o da Estrat�gica Governamental da Secretaria de Estado de Planejamento e Gest�o)
Leonardo Boff (te�logo, escritor e professor universit�rio), C�sar Cristiano de Lima (subsecret�rio de gest�o da Estrat�gica Governamental da Secretaria de Estado de Planejamento e Gest�o) (Foto: Leonardo Lucena)

247 - O escritor e teólogo Leonardo Boff criticou a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) no Paraná contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção, após o procurador Henrique Pozzobon admitir que não existem provas de que o petista era o real proprietário de apartamento tipo tríplex, no Guarujá (SP).

"Se o Reinaldo Azevedo da FSP-VEJA critica o show de Dalagnol é sinal que deve ser errado mesmo.Os promotores usam o poder como autopromoção", disse Boff pelo Twitter. 

Até Reinaldo criticou a denúncia do MPF. "A avaliação quase unânime é a de que Dallagnol se perdeu, encantado com a própria retórica. O que se avalia é que o MPF terá de se dedicar ao esforço defensivo de demonstrar que nada tem contra Lula”, escreveu sobre o episódio (veja aqui).

Segundo Leonardo Boff, a fala do procurador Deltan Dallagnol sobre Lula o "faz recordar os tribunais nazistas. "Não importavam as provas,só as convicções dos acusade juizes", complementou.

Dallagnol usou o termo "convicção" ao fazer referência a Lula."Dentro das evidências que nós coletamos, a nossa convicção com base em tudo que nos expusemos é que Lula continuou tendo proeminência nesse esquema, continuou sendo líder nesse esquema mesmo depois dele ter saído do governo."

Em sua fala, o procurador Henrique Pozzobon disse que "precisamos dizer desde já que, em se tratando da lavagem de dinheiro, ou seja, em se tratando de uma tentativa de manter as aparências de licitude, não teremos aqui provas cabais de que Lula é o efetivo proprietário no papel do apartamento, pois justamente o fato de ele não figurar como proprietário do tríplex, da cobertura em Guarujá é uma forma de ocultação, dissimulação da verdadeira propriedade".

 

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